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Dominique de Villepin fala sobre a Amazônia

Prestígio > Francês percorre o mundo falando sobre os desafios a serem vencidos 22/03/2012 às 14:25
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O diplomata e político francês Dominique Villepin fará sua palestra nesta sexta-feira (23), à tarde
Jornal A Crítica Manaus (AM)

De promissor diplomata a líder mundial, Dominique de Villepin passou por quase todos os principais cargos da república na França. Foi ministro das Relações Exteriores (2002-2004), ministro do Interior (2004-2005) e primeiro-ministro (2006-2007). Ao longo de sua carreira, notabilizou-se por suas posições, mesmo que em alguns momentos, isso lhe causasse problemas.

Nascido no Marrocos, Dominique de Villepin é filho de uma família de classe média francesa. Nos anos 80, ingressou na carreira diplomática onde se destacou chegando a representar a França em na capital norte-americana, Washington. Com a eleição de Jacques Chirac (1995-2002), o diplomata virou político e passou a figurar entre as personalidades mais influentes da França e da Europa.

Foi assim que, em 2002, quando os Estados Unidos se preparavam para  invadir o Iraque, Villepin, à época ministro das Relações Exteriores, se opôs publicamente ao conflito, levando consigo vários outros chefes de Estado europeus. Como primeiro-ministro, Villepin foi um dos responsáveis pelo plano que reduziu o desemprego francês a níveis históricos.

Desde que deixou o governo, com a eleição de Nicolas Sarkozy, têm se dedicado à poesia (uma de suas paixões), dar palestras ao redor do mundo, e, em dezembro de 2011, anunciou sua candidatura à Presidência da França,  em que deverá disputar o cargo com um de seus maiores adversários políticos, justamente, o presidente Sarkozy.

Meio ambiente

No âmbito do meio ambiente, Sarkozy também se notabilizou pelas propostas em relação às reduções de emissões de carbono feitas pela França. Em 2006, o país se comprometeu a reduzir em 6% as taxas de emissões de dióxido de carbono entre os anos 2008 e 2012. Num plano ousado, o governo francês destinou 200 milhões de euros para pesquisas e investimentos em fontes alternativas de energia que poderiam ser utilizadas nas residências francesas.

Outra medida polêmica, mas que chamou atenção à época foi o anúncio de que a França exigiria que os vendedores de produtos eletrônicos aceitassem bens usados para reciclagem.

Em 2007, Villepin anunciou que a França elaboraria uma proposta que pretendia sobretaxar produtos importados vindos de países que se recusassem a participar dos tratados que sucedessem o Protocolo de Kyoto. A proposta, vista por setores ligados ao movimento ambiental como uma ideia inovadora, foi criticada, à época, pelo chefe do setor comercial da União Europeia, Peter Mandelson, que criticava a aplicabilidade da taxa.

Algumas das políticas propostas por Villepin não tiveram descontinuidade após a sucessão de Jacques Chirac e eleição de Nicolas Sarkozy.

A participação dele no no 3º Fórum Mundial de Sustentabilidade é uma das mais aguardadas por sua visão sobre os conflitos da geopolítica atual e dos desafios impostos pela necessidade de o mundo migrar para uma economia de baixo carbono, proposta, aliás, defendida por Villepin desde os tempos em que ainda ocupava cargos no governo francês.