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Alô, Manaus! Aquele abraço...

Ele corre por nós em Londres

Antes de estrear na segunda Olimpíada da carreira, Sandro Viana concede entrevista exclusiva ao ACRITICA.COM e fala sobre desafios 05/08/2012 às 15:10
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BIG BEN O relógio mais famoso do mundo e o homem que desafia o tempo
Leandro Prazeres Londres

Nesta terça-feira(7), Sandro Viana inicia sua jornada rumo à sua inédita medalha olímpica. Em sua segunda Olimpíada (a primeira foi em Pequim, 2008), Sandro Viana vai disputar as eliminatórias dos 200m rasos. A tarefa não será nada fácil, mas alguém duvida de que o ex-corretor de imóveis que começou a correr apenas aos 24 anos de idade possa surpreender?

A frieza dos segundos e dos centésimos mostra que para Viana conseguir uma medalha nos 200 metros rasos ele terá que mostrar muito mais que força de vontade. Viana precisa de um milagre para superar as melhores marcas do ano e encontrar uma brecha entre jamaicanos e norte-americanos.

A melhor marca do ano nos 200 metros é do jamaicano Yohan Blake, que cravou 19s80 durante as seletivas do país, deixando ninguém menos que Usain Bolt para trás por apenas 3 centésimos de segundo. A melhor marca de Sandro Viana em 2012 foi 20s43, conquistado em São Paulo. Seu tempo, porém, é apenas o 74º melhor tempo do ano.

Sandro está consciente do tamanho da dificuldade que vai encontrar, mas se mostra tranquilo. “Eu sei que não vai ser fácil. Mas nenhuma Olimpíada é. Vou tentar fazer o meu melhor e torcer para isso ser suficiente”, disse Sandro durante um passeio por alguns pontos turísticos de Londres.

As eliminatórias dos 200m rasos começam no dia 7. Caso Sandro consiga avançar para a semifinal, ele volta à pista do Estádio Olímpico de Londres no dia seguinte. A esperada final está marcada para o dia 9 e o mundo já espera pela presença dos jamaicanos Usain Bolt e Yohan Blake num duelo particular pela medalha de ouro.

Nesse contexto, é mais correto imaginar que a batalha de Sandro seria a medalha de bronze, entretanto, ele é bastante consciente. “O Bolt e o Blake, se estiverem num dia bom, ninguém tira a medalha deles. Tem os norte-americanos, também tem o francês (Christophe Lamaitre) que também estão vindo muito bem. Não é mole não. Nesse nível de competição, as coisas são muito complicadas”, afirmou o velocista amazonense com seu jeito simples, fala mansa e um brilho de vencedor nos olhos.

Brilho nas ruas de Londres

Caminhando pelas ruas do centro de Londres, Sandro não conseguiu esconder o fascínio quando saiu da estação de Westminster e deu de cara com o Big Ben. Ao tirar uma bandeira do Brasil, ele sentiu o peso das cores verde e amarela. Dezenas de pessoas pediram para tirar fotos com ele. Depois do momento de assédio, Sandro refletiu sobre sua trajetória até os Jogos Olímpicos de Londres.

“Eu conheci lugares que eu nunca pensei que fosse conhecer e tomo cuidado para isso não afetar minha família. Tanto que quando eu estou em Manaus, eu tento compensar todo esse tempo fora ficando o maior tempo possível com eles. É muito duro pra gente ficar tão longe”, disse o atleta.