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Estabilidade econômica no Brasil alavanca o comércio eletrônico

os negócios digitais experimentam um bom momento para empreendedores munidos de disposição e boas ideias. 20/02/2012 às 10:10
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O empreendedor Fábio Marreiros acreditou em sua ideia, arregaçou as mangas e está em vias de lançar um serviço inovador na cidade
Joubert Lima Manaus

2011 foi o melhor ano da história do comércio eletrônico no Brasil. Empresas “.com” faturaram mais de R$ 20 bilhões, um crescimento de 35% sobre o ano anterior. Fatores como a ascensão da classe C, a inclusão digital e a estabilidade econômica do País favorecem a expansão desse mercado. Boa notícia para os empreendedores digitais.

No entanto, especialistas alertam que não basta uma boa ideia e disposição para começar seu negócio na Internet. Há uma série de percalços que, se não observados, podem pôr tudo a perder.

Para isso, é preciso planejamento. A elaboração de um plano de negócios é a ferramenta certa para quem está iniciando. O serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) têm consultores prontos para orientar nessa etapa.

Para quem já descobriu um nicho de mercado - um produto ou serviço cuja demanda por parte do público justifique a abertura do negócio - o próximo passo é começar a planejar os aspectos operacionais do empreendimento.

 O primeiro deles é a própria construção da loja virtual. Alguns serviços de hospedagem - como Ig Negócios e Uol Host - já incluem ferramentas para criação de lojas customizadas. O lay-out já vem pronto mas as opções de personalização são limitadas. O autônomo Marcelo Gomes, 29, que está montando uma loja de produtos dietéticos, aconselha que essas lojas “semi-prontas” só sejam utilizadas quando o número de produtos oferecidos for pequeno, até 20 itens.

 “Para mais que isso, é preciso utilizar ferramentas de controle de estoque integradas ao site. Então é melhor contratar um profissional ou uma empresa para montar a loja do jeito que você quer”, ensina. Empresas como Opera House Internet e Vortex Mídia têm bons portfólios e reconhecimento no mercado local. Uma loja virtual básica custa em torno de R$ 3 mil.

 De acordo com Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, ao colocar um site de vendas no ar, é preciso pensar em toda a logística de pagamento e entrega. Atualmente, 81% das vendas feitas via Internet são com cartões de crédito. Se o site não oferece essa opção de pagamento, o comerciante perde mais de 80% das chances de venda.

 Felizmente, existem boas opções para o serviço de pagamentos. Sites como PagSeguro, Pagamento Digital e PayPal são algumas alternativas. A vantagem é que o lojista não precisa se preocupar com o recebimento de cartões e emissão de boletos, o site faz isso para ele, e guarda os pagamentos em sua conta virtual. Depois é só solicitar o saque. Essas soluções já são utilizadas com sucesso pela maioria das lojas virtuais.

Se o negócio exigir uma entrega física (e não por e-mail ou download), uma ótima opção para quem está começando é usar os serviços dos Correios. Uma boa estratégia de marketing para divulgação do negócio também é indispensável para o sucesso do site.