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Estradas, portos e aeroportos deficientes

Cidade paga caro por não ter as estruturas necessárias para crescer 19/04/2012 às 09:17
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Porto de Manaus, estratégico para a economia, sofre com disputa política
Jornal A Crítica Manaus

Precariedade é uma expressão adequada, infeliz mente, para explicar a situação da infraestrutura no Amazonas. Não foi por outro motivo que, na semana passada, quando o Governo do Estado de Pernambuco, por meio de sua Secretaria de Fazenda, anunciou a assinatura do Protocolo ICMS 22 com o Governo do Amazonas, os executivos das empresas incentivadas da Zona Franca de Manaus deixaram escapar um sorriso de felicidade.

Não era para menos. O referido protocolo possibilitará a instalação de um novo entreposto da ZFM, agora na cidade de Ipojuca, na região metropolitana de Recife. Com ele, as empresas aqui instaladas terão maior facilidade de acesso aos mercados da Região Nordeste, a exemplo do que já fazem os entrepostos de Resende (RJ) e Uberlândia (MG) no que tange aos mercados das regiões Sul e Sudeste.

Detalhe: os entrepostos ajudam, mas também servem para ressaltar um dos problemas crucias que o Amazonas enfrenta quando o assunto é infraestrutura. Aqui, portos, rodovias e aeroportos há muito carecem de investimentos, uma reclamação que, vira e mexe, está na ordem do dia do setor produtivo, mas que não vem encontrando a devida ressonância dos governos municipal, estadual e federal.

A propósito, vai fazer um ano que publicamos esta nota no caderno de Economia, coluna Notas & Notas: “Entre as exigência que está fazendo para abrir mais fábricas no Brasil, a Foxconn quer uma área de 50 km2 para se instalar, perto de aeroporto e estrada, Internet banda larga e energia elétrica abundante”. À época dissemos que, no que tange à área, certamente teríamos condições de satisfazê-la. As demais exigências constituem um longo caminho a ser percorrido pelo Amazonas. Até aqui, nada mudou.

Outra falha de infraestrutura está na malha viária de Manaus, que não é mais compatível com o tamanho da frota de veículos e com as necessidades da população por espaços de convivência.

Veja o debate completo na edição especial do Jornal A Crítica desta quarta-feira.