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Ex-mulher de Mick Jagger participa da 3ª edição do Fórum Mundial de Sustentabilidade de 2012, em Manaus

Pró-ativa > Bianca Jagger tem essa como uma de suas características 22/03/2012 às 16:20
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Ativista Bianca Jagger, ex-mulher de Mick Jagger
Jornal A Crítica Manaus (AM)

Bianca Jagger é ativista social e ambiental e um dos ícone fashionista. Nos últimos anos, também engajada nas causas amazônicas. Os predicados de Bianca Jagger não são poucos – condição que colocou em segundo plano o fato de ter sido casada com o líder dos Rolling Stones, Mick Jagger.  O engajamento de Bianca Jagger é reconhecido mundialmente e esta atuação passou a ser mais frequente no Brasil, para onde viaja com regularidade, sobretudo com destino à Amazônia. Há quatro anos, ela esteve no Amazonas, onde conheceu a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Juma, no Município de Novo Aripuanã (a 225 quilômetros de Manaus ao sul do Amazonas, no rio Madeira).

Bianca retornou ao Estado nesta semana, para participar em Manaus do 3º Fórum Mundial de Sustentabilidade. Ela, contudo, não veio ao Brasil apenas para realizar conferência no evento que acontece no Tropical Hotel. Dias antes do Fórum, participou de atividades com populações atingidas pelas barragens das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no Estado de Rondônia.  Ainda em Rondônia, ela também visitou os indígenas suruí paiter cuja principal liderança é Almir Suruí, outro participante do Fórum Mundial de Sustentabilidade.

Bianca Jagger também não esconde sua preocupação com as consequências causadas pela Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, onde já visitou nos últimos meses. Na semana passada, ela retornou a Altamira (PA), onde esteve durante três dias se reunindo com o movimento Xingu Vivo.

Direitos Humanos

Batizada de Perez Mora Macias, a nicaraguense Bianca Jagger, de 61 anos, iniciou seu engajamento pela defesa dos direitos humanos nos anos 1980, mais precisamente na Guatemala, em Salvador e Honduras. Ela denunciou a barbárie cometida pelas autoridades sobre a população desses países centro-americanos.

Nos anos 1970, Bianca  causava sensação devido sobretudo ao seu casamento com roqueiro Mick Jagger. O casamento durou oito anos e eles tiveram Jade, que se tornou criadora de moda.

Em 1983, tornou-se doctor honoris causa em humanidades pelo Stone Hill College (Massachusetts, EUA). Para divulgar mais facilmente sua mensagem pelo mundo, fez estudos de cinema.  Produziu e realizou um documentário sobre a Nicarágua em transição, depois acompanhou uma equipe da BBC ao Kosovo onde testemunhou crimes de guerra contra a população civil. Como chefe dessa operação, pediu com que prendessem e condenassem o presidente Milosevic.

Cruzada pelo meio ambiente

Bianca Jagger denunciou atrocidades cometidas contra mulheres bósnias. Ela lutou também pelos direitos da mulher e contribuiu com a criação de um centro de ajuda Sanitária e Social em Harlem, em Nova York, pela luta contra a Aids.

Em 1993, trabalhou na Iugoslávia para denunciar as violências cometidas a mulheres bósnias pelos servos. Denunciou os terríveis genocídios que dizimaram oito mil civis e apontou os culpados frente ao Tribunal Penal Internacional. Ela também enviou ao menos 20 crianças da Bósnia para os Estados Unidos para que se restabelecessem.

Atualmente, Bianca Jagger é membro do Conselho Diretor Executivo da Anistia nos Estados Unidos. Ela participa de uma cruzada em defesa do meio ambiente com o objetivo de impedir a destruição de florestas tropicais e proteger a população indígena ameaçada pelo desflorestamento e poluição das águas. Bianca escreveu numerosos artigos para a imprensa francesa, italiana e inglesa sob assinatura da “livre opinião”.

De 1983 a 2000, recebeu ao menos dez reconhecimentos e prêmios honoríficos por suas ações em favor da justiça e dos direitos do homem, das mulheres e das crianças, pela proteção dos indígenas da América Central, pela proteção do meio ambiente e por sua militância contra a pena de morte. Em 28 de março de 2008, ela participou de uma manifestação anti G-20.