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FHC, o ‘Pai do real’ é referência em meio ambiente

Ele que ficou famoso por sua atuação no campo econômico, é um dos nomes de mais destaques no âmbito da política ambiental brasileira dos últimos 20 anos 22/03/2012 às 08:57
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Ex-presidente do Brasil será um dos palestrantes da 3ª edição do Fórum Mundial de Sustentabilidade
Jornal a crítica Manaus

Conhecido como o “pai” do real e da estabilidade econômica no Brasil, o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB) é um dos palestrantes mais esperados do 3º. Fórum Mundial de Sustentabilidade. Ele que ficou famoso por sua atuação no campo econômico, é um dos nomes de mais destaques no âmbito da política ambiental brasileira dos últimos 20 anos.

Fernando Henrique Cardoso nasceu em junho de 1931, no Rio de Janeiro. Graduou-se em Sociologia pela Universidade de São Paulo (USP).

Por suas posições críticas contra o regime militar instalado em 1964 ele se viu obrigado a viver no exílio no Chile e depois na França. Em 1968, FHC (como ficou conhecido) retornou ao Brasil. No final da década de 70, foi eleito para o Senado pelo Estado de São Paulo. Em 1985, foi candidato a prefeito de São Paulo, mas perdeu.

Nos anos 90, como ministro da Fazenda, participou da equipe que conduziu a criação do Plano Real, que entrou em vigor em 1994. Embalado pela popularidade que a estabilidade econômica lhe conferiu, elegeu-se presidente da República, e se reelegeu em 1998.

Meio Ambiente
Foi como presidente da República que Fernando Henrique Cardoso deu sua maior contribuição à causa do meio ambiente. Foi durante os governos de FHC que foi criado o Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam). Atacado pela oposição, o sistema é hoje um dos maiores aliados no combate ao desmatamento e a atividades criminosas na região.

Também foi sob seu governo que se sancionou a Lei de Crimes Ambientais, que estabeleceu sanções penais e administrativas para quem atentar contra a natureza.

Fernando Henrique Cardoso foi, também, o responsável pela criação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza e reforçou a atuação do Instituto Brasileiro de Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na proteção de parques nacionais e reservas florestais.

Aliás, o fortalecimento do Ibama na sua época contrasta com o desmantelamento do órgão atualmente, na medida em que a proteção de unidades de conservação já não é mais uma atribuição do órgão.

Código Florestal
Um dos temas mais polêmicos da atualidade, o texto do novo Código Florestal, deverá entrar na pauta dos assuntos discutidos por FHC. Durante seu governo, ele aumentou de 50% para 80% a área de reserva legal das propriedades rurais na Amazônia.

O texto atual prevê o retorno da área de reserva legal, em média, para os antigos 50%.

A atuação de Fernando Henrique Cardoso na defesa do meio ambiente se estendeu também para o âmbito das águas e foi durante seu governo que foi sancionada a Política Nacional de Recursos Hídricos, que criou a Agência Nacional de Águas. A medida previa a organização do uso industrial, doméstico e agrícola da água.

Mais recentemente, durante as discussões internacionais sobre o mercado de carbono, FHC foi um dos proponentes junto à Organização das Nações Unides (ONU) da criação dos Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), previsto no Protocolo de Kyoto. O mecanismo é hoje o mais utilizado por governos e empresas interessados compensar ou reduzir suas emissões de gases do efeito estufa.

Depois de deixar o governo, o ex-presidente tem se dedicado a dar palestra, escrever livros e a coordenar as ações do Instituto Fernando Henrique Cardoso (IFHC), entidade que promove seminários e debates.

Documento
Toda a trajetória de Fernando Henrique Cardoso e de sua esposa, a socióloga Ruth Cardoso está disponível em forma de documento no acervo do Instituto Fernando Henrique Cardoso (iFHC).

Além de organizar os documentos do casal, a entidade promove debates e intercâmbios para discutir temas como política, economia e meio ambiente.