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Painel pagamento serviços ambientais

Fórum discute pagamentos de serviços ambientais em Manaus

O senador e líder do governo Dilma, Eduardo Braga (PMDB-AM) criticou a visão ainda "preconceituosa" dos estados do Sudeste do Brasil em relação ao Polo Industrial de Manaus (PIM), apontado por ele, como o maior programa do governo brasileiro contra o desmatamento 22/03/2012 às 21:04
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Senador Eduardo Braga (PMDB-AM) participa da terceira edição do Fórum Mundial de Sustentabilidade
Cassandra Castro Manaus

"O pagamento por serviços ambientais não pode ser separado do desenvolvimento sustentável". A declaração é do senador Eduardo Braga (PMDB-AM), líder do governo no Senado Federal. Ele esteve participando do painel "Pagamento por Serviços Ambientais (PSA)", apresentado na tarde desta quinta-feira (22), no Fórum Mundial de Sustentabilidade, em Manaus (AM). 

O assunto foi aberto por Steve Bass, cientista do Instituto Internacional para Meio Ambiente e Desenvolvimento -IIED. Steve  apresentou a visão internacional sobre os Pagamentos por Serviços Ambientais dando exemplos de iniciativas em países como a Costa Rica no qual a sociedade e o próprio governo já possuem uma cultura de valorização dos recursos naturais e pagam por alguns deles. Steve disse que os recursos destinados à floresta representam apenas 1% do que é utilizado mundialmente no tocante aos PSA.

O deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) falou um pouco sobre o projeto de Lei 792/2007, que trata sobre os pagamentos de serviços ambientais e que está tramitando no Congresso Nacional. Arnaldo Jardim, como relator do projeto, defende como um caminho para a convergência em torno do assunto no Brasil que pode vir a ser um modelo inclusive para outros países.

Eduardo Braga, que já foi governador do Amazonas e prefeito de Manaus, criticou a visão ainda "preconceituosa" dos estados do Sudeste do Brasil em relação ao Polo Industrial de Manaus (PIM), apontado por ele, como o maior programa do governo brasileiro contra o desmatamento. "São Paulo ainda não entende o motivo de serem dados incentivos fiscais para as empresas instaladas em Manaus. É preciso compreender que são justamente estes incentivos que impulsionam a indústria de Manaus e evitam que a floresta seja desmatada", declarou.

Ele também criticou os contrastes vistos no mundo e questionou dos líderes sobre a criação de um programa de pagamento de serviços ambientais oferecidos pela floresta. "Nós não queremos nem mais, nem menos, nós queremos reconhecimento", disse Eduardo Braga fazendo referência aos serviços prestados pela floresta amazônica não só para o Brasil, mas também para o mundo.

O senador também falou sobre o Código Florestal que, segundo ele, está gerando uma verdadeira queda de braço no Congresso Nacional. "É preciso que todos os envolvidos nesta discussão entendam que o Código Florestal não é o código dos ruralistas ou dos ambientalistas, o Código é do Brasil".  "O país vive um processo de mudanças de paradigmas, de parâmetros e é necessária a conciliação entre todos os envolvidos para que todos sejam beneficiados", completou o líder do governo.

No fim da apresentação do painel, os três expositores - Steve Bass, Arnoldo Jardim e Eduardo Braga, foram homenageados com quadros feitos com material sustentável com as fotos deles.