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Garantido e Caprichoso ainda não receberam repasse da Band

Os bois Garantido e Caprichoso e a TV Bandeirantes não chegaram ainda a um entendimento sobre o valor da liberação de recursos da cota de patrocínio de transmissão do 47º Festival Folclórico de Parintins 27/06/2012 às 18:21
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Jonas Santos Parintins (AM)

Os bois Garantido e Caprichoso e a TV Bandeirantes não chegaram ainda a um entendimento sobre o valor da liberação de recursos da cota de patrocínio de transmissão do 47º Festival Folclórico de Parintins.

O presidente do Garantido Telo Pinto e a presidente do Caprichoso Márcia Baranda estavam aguardando um desfecho favorável, nesta terça-feira (26/06), mas eles tiveram que retornar no mesmo dia à Parintins, sem uma solução sobre o pedido feito à direção da emissora pelo pagamento integral de R$ 1,250 milhão.   

A Band se propõe a pagar somente R$ 800 mil. A emissora paulista tomou esta medida, depois que o governador Omar Aziz decidiu cortar a verba repassada a emissora no valor de R$ 2,5 milhões.

Agora, o Governo do Amazonas irá pagar o equivalente a R$ 1,6 milhão, porque a Bandeirantes anunciou que não transmitirá as três noites do festival, ao vivo para todo o país, conforme prevê o contrato com a Empresa Amazonense de Turismo (AmazonasTur).

Serão duas noites gravadas, com exibição com duas horas de atraso. Apenas o sábado, dia 30, será em rede nacional.

Os bois ainda cobram multa por quebra de contrato equivalente a R$ 250 mil. “Até agora não foi nada definido. Comuniquei ao secretário Robério (Braga) que teria que retornar a Parintins porque não dava mais para esperar, em Manaus. O festival está em cima”, disse Telo. Já Márcia Baranda frisa ”não temos nem uma novidade até agora”.

Em Manaus, as autoridades estaduais se esquivaram a falar do assunto. O secretário de Cultura do Estado, Robério Braga, disse que o caso deveria ser tratado com a AmazonasTur, que por sua vez respondeu que a Agência de Comunicação Social se pronunciaria sobre o caso com a imprensa.

Nesta quarta-feira, a Agecom informou que o corte da verba será feita, mas a readequação do contrato com a Band ainda não foi feito. Pelo contrato com os bumbás, a Band teria que repassar o valor de R$ 1,250 milhão para cada boi no final do mês de março. Se não houver pagamento integral os bumbás terão queda de receita de R$ 450 mil, o que inviabilizará o pagamento de artistas, compositores e fornecedores.

A TV disse que não transmitiria ao vivo, por causa do programa Pânico na TV, que é apresentado no mesmo horário do Festival de Parintins. Os bois ainda pressionam a Band para que a transmissão ao vivo da festa em rede nacional seja feita nas três noites.

A Band assegurou que somente os Estados da Região Norte terão transmissão sem corte na grade de programação.