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Garantido mostra a sua importância enquanto Folclore Brasileiro, na segunda noite do Festival

O Bumbá encarnado fez uma homenagem ao Folclore do país e aos folcloristas também, como o mestre Lindolfo Monteverde 30/06/2012 às 23:24
Show 1
Garantido abre a sua apresentação na segunda noite
Lorenna Serrão Parintins (AM)

Mostrar a importância do Garantido enquanto manifestação do Folclore Brasileiro. Foi o que o Boi do Povão apresentou na arena do Bumbódromo de Parintins (a 325 quilômetros de Manaus), neste sábado (30), quando abriu as apresentações da segunda noite do Festival da Ilha Tupinambarana. Mesmo de baixo de chuva as tribos, itens e torcedores do bumbá fizeram um grande espetáculo.

A festa encarnada, mais uma vez, começou com a empolgação da galera (torcida) vermelha e branca que foi ao delírio ao cantar  a toada “Apaixonado Coração”, comandada por Neto Santana. A emoção tomou conta da arena quando o apresentador Israel Paulain apareceu para explicar o espetáculo encarnado desta noite.

Israel chamou o levantador oficial, Sebastião Júnior, que fez a galera balançar ao som da toada “Festa do Povo Vermelho”, acompanhado pelos batuqueiros da Baixa do São José.


Homenagem

A alegoria da Celebração Folclórica, intitulada de “No País do Folclore”, criação dos artistas Jonathan Marinho e José Trindade, foi à primeira alegoria a surgir na arena. E prestou uma homenagem ao folclore Brasileiro e aos folcloristas, como Lindolfo Monteverde – criador do boi Garantido. O personagem Galante, do Bumba-meu-boi do nordeste, simbolizou a tradição.

A Porta-Estandarte, Raissa Barros, item 05, saiu de um coração, bem na frente da galera encarnada e em seguida fez a sua evolução.


Do chapéu do Galante, surgiu a Sinhazinha da Fazenda, Ana Luisa Faria, item 07. Linda ela mostrou todo o seu bailado e a sua simpatia.Mas, foi quando o Bumbá Garantido apareceu que a turma vermelha e branca balançou a arquibancada. O Boi do Povão evoluiu junto com a vaqueirada e a festa ficou ainda mais bonita quando a galera foi tomada por uma bandeira vermelha enorme.

Sebastião deu um verdadeiro show e levantou a galera novamente com a toada “Festa do Povo Vermelho”. E em seguida, concorrendo ao item 13, a Tribo Indígena, representou com perfeição um combate tribal e também a celebração, onde a coreografia, item 20 foi avaliado pelos jurados. Neste momento  Garantido fez algo inédito. Sebastião, o levantador,  participou da encenação como guerreiro Yanomami.


Chuva

Assim que os tuxauas surgiram, à chuva começou a cair no Bumbódromo, mas isso não foi um problema para galera, que mesmo com toda água deu um banho de emoção e empolgação.

Da Lenda Amazônica, “Naruna das Amazonas”, alegoria de Roberto Reis, que retratou a “história” das índias guerreiras que teriam supostamente atacado a exposição de Francisco Orelana, em 1542, surgiu a Cunhã-poranga Tatiane Barros, que representou a índia guerreira do “Boi da Promessa” e sacudiu a galera com a sua evolução na arena.

A Figura Típica Regional, “O Pescador”, confeccionada pelo artista Jairzinho Mendes, com um conjunto de canoas e utensílios de pesca mostrou a importância de um dos principais símbolos da Baixa do São José.

Foi desta alegoria que surgiu a Rainha do Folclore, Patrícia de Góes, trazida por um peixe. Linda, Patrícia mostrou segurança e encantou a galera com a sua evolução.

O Ritual Indígena,” Yanomami”, do artista Júnior de Souza, levou para arena um dos momentos mais emocionantes.  Da alegoria que tinha seres aterrorizantes, os espíritos do bem que cuidam da Floresta e do rio, surgiu o Pajé, André Nascimento.

Quando o Pajé começou a evoluir, os “seres” iniciaram a movimentação e fogos saíram de algumas partes da alegoria. As tribos que estavam no chão deram um charme diferente à apresentação.

A toada “Festa de um povo vermelho” levou Israel Paulain para galera. Todos os itens brincavam de boi bumbá juntos  e ao som de miscigenação a batucada aos poucos foi se retirando da arena e o Garantido encerrou a sua segunda apresentação

Neste domingo (01), o Garantido que abriu o Festival Folclórico de Parintins, encerrará, com a sua última apresentação, a partir das 23h30.