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Garantido na telona

O novo documentário do cineasta brasileiro Silvio Da-Rin, quer mostrar: os 100 anos do Garantido, que serão comemorados em 2013 01/07/2012 às 15:20
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Da-Rin falou com os filhos de Lindolfo Monteverde
Paulo André Nunes Parintins (AM)

Índio, quando quer se esconder, passa anos morando no jardim da sua casa e você não vê”. A frase, de José Carlos Meirelles, um dos mais destacados sertanistas brasileiros, serve para ilustrar o que o novo documentário do cineasta brasileiro Silvio Da-Rin, quer mostrar: os 100 anos do Garantido, que serão comemorados em 2013.

O cineasta, diretor do curta-metragem “Phoenix” e do longa “Hércules 56”, do premiado documentário “O Príncipe do Fogo” e que foi secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, está em Parintins (a 325 quilômetros de Manaus) colhendo as primeiras impressões para a obra, que tem previsão de estreia para dezembro do próximo ano.

O primeiro passo foi conhecer a família do pescador já-falecido Lindolfo Monteverde, fundador do Boi Garantido, na casa que fica localizada na Baixa do São José. Durante a semana, o presidente do Conselho Fiscal do boi, Adson Silveira, promoveu o encontro de Silvio Da-Rin com os dois filhos ainda vivos de Lindolfo - João Batista Monteverde e Maria do Carmo Monteverde. Bastante receptivos, os Monteverde lembraram histórias de Lindolfo. João Batista até cantou   versos antigos de seu pai, para delírio de Da-Rin. “É uma honra que o Boi Garantido vire documentário. Estamos muito felizes e isso ajuda a manter a história do avô”, disse Raimundo Monteverde, neto do fundador.

Essa etapa inicial serve para que o cinesta conheça melhor a história da associação folclórica. Ainda não foram feitas locações ou externas, e nem há datas para as primeiras locações. “A intenção é que o documentário traga comentários, além dos familiares, do povo parintinense, sobre a importância do Boi Garantido”, explicou o cineasta.

Silvio Da-Rin recebeu uma importante e valiosa colaboração aqui em Parintins: da amiga e arquiteta Mirna Porto Maia, que conheceu o Festival Folclórico de Parintins em 2005 e que, desde lá, ficou apaixonada pelo Boi Garantido. Hoje, ela é uma das colaboradoras do boi-bumbá do coração na testa. “Tudo o que eu imagino não vale nada por que as coisas que esse pessoal do boi imaginam e montam são fenomenais”, disse Mirna.

Ontem e anteontem, Silvio Da-Rin e Mirna Porto Maia prestigiaram as duas primeiras noites do festival, e certamente ficaram extasiados. Hoje, terceiro e último dia do evento, o primeiro vai ter ainda mais consciência da importância popular de sua obra.