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Impasse na escolha dos jurados para o Festival de Parintins

Não bastasse a polêmica em torno dos valores da transmissão, agora o impasse para a escolha dos jurados e a ausência de pagamento a compositores também podem atrapalhar o Festival de Parintins 27/06/2012 às 17:22
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Sorteio dos Estados de onde virão os jurados do Festival Folclórico de Parintins, com representantes dos dois bumbas e o secretario Robério Braga
Paulo André Nunes Parintins (AM)

Não bastasse a polêmica em torno dos valores da transmissão pela TV, agora o impasse para a escolha dos jurados e a ausência de pagamento a compositores também podem atrapalhar o 47º Festival de Parintins (a 325 quilômetros de Manaus).

Um dos representantes do Garantido para a formação da comissão julgadora para o evento deste ano, Alberto Neto, responsável por analisar os currículos em Sergipe, denunciou que o representante do Caprichoso naquele Estado, Markan Uchôa, repassou para a diretoria do Azul e Branco os currículos para que fosse realizada uma triagem dos candidatos ao júri, o que contraria o regulamento do 47º Festival Folclórico de Parintins, onde apenas os representantes dos bois (três de cada associação) têm autonomia para definir os jurados.

Neste ano, três representantes de cada boi viajaram para os Estados da Paraíba, Sergipe e Paraná para analisar os currículos dos jurados e definir os 10 membros da comissão julgadora (um presidente da comissão e nove jurados). A direção do Garantido denunciou o caso à Secretaria de Estado da Cultura (SEC), informou Alberto Neto.

Além de Markan Uchôa, pelo Caprichoso, o representante Alberto Neto é o escolhido pelo Garantido para analisar os currículos para formar a comissão  julgadora oriunda de Sergipe. Além deles, os bois Garantido e Caprichoso tem como representantes, respectivamente, Felipe Júnior e Jander Lobato no Paraná e Pedro Costa e Dernando Reis na Paraíba.

Por telefone à reportagem, a presidente do Caprichoso, Márcia Baranda, negou que o boi tivesse infringido qualquer item do regulamento, e que Markan Uchôa apenas lhe repassou um relatório informando que os currículos apresentados aos dois bois não tinham qualificação para julgar o Festival de Parintins. Inconformada, a dirigente informou que o Caprichoso denunciou o fato enviando um ofício à Secretaria de Cultura e interrompeu o processo de definição da comissão julgadora, ao passo que, agora, aguarda por um posicionamento oficial do órgão, para resolver o entrave.

A polêmica começou em Aracaju, onde o representante do Caprichoso, Markan Uchôa, enviou um relatório à presidente do Azul e Branco relatando que o currículo dos profissionais recomendados pelas secretarias do Estado e Município não tinham qualificação.

“As atividades de escolha da comissão de jurados está suspensa. Estamos aguardando um posicionamento da Secretaria de Estado da Cultura. Isso é um desrespeito ao Festival de Parintins”, disse a presidente do Caprichoso, Márcia Baranda.

A reportagem tentou contato com o secretário de Cultura Robério Braga, mas as chamadas eram encaminhadas à caixa postal.

Mais informações veja na edição desta quinta-feira no jornal A Crítica