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Jovens enfeitam as ruas de Parintins (AM) a espera do Festival Folclórico

O enfeite das ruas é uma tradição dos parintinenses para receber o Boi de Rua, uma das atrações do Festival Folclóri de Parintins 23/06/2012 às 10:36
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A rua Clordovil fica próximo ao Bumbódromo e quase todos os moradores torcem pelo Caprichoso
Mariana Lima Parintins

Tiras de pano, barbante e muita vontade de mostrar a beleza do boi favorito são os elementos que incentivam jovens parintinenses a manter a tradição de enfeitar as ruas da cidade para a chegada do Festival Folclórico em Parintins. A ação, na maioria das vezes, é paga pelos próprios moradores que enfeitam as suas ruas para receber o boi favorito.

Mesmo embaixo do sol quente um grupo de adolescentes corre para aprontar a ornamentação da rua. A idade média deles é de 16 anos e esta é a primeira vez que eles ficam a frente da ornamentação.

“Desde pequeno vejo os meus vizinhos arrumarem, cortarem as fitas e as colocar entre as casas. Este ano o rapaz que fazia isso disse que não queria mais, por isso eu assumi a responsabilidade”, diz Igor Souza de apenas 17 anos. Igor e mais outros nove garotos está há duas semanas confeccionando as bandeirinhas e colocando na rua.

A determinação de enfeitar este ano se veio após a confirmação de que a rua Cordovil seria uma das escolhidas para se passar o Boi de Rua do Caprichoso, a ser realizado na próxima semana. “Nós batemos na casa dos vizinhos e perguntamos como eles podiam colaborar. Ao todo deu uns R$200. Vale muito a pena ver o nosso boi passar pela rua toda enfeitada para ele”, disse Igor.

Parte da rua fica coberta de bandeirinhas azuis e brancas e quem torce para o boi contrário afirma não se incomodar. O funcionário público Adilson Ribeiro disse que há 40 anos colabora com a tradição e mesmo sendo Garantido não se incomoda com a brincadeira. “Em frente a minha casa e dos outros dois vizinhos eles colocam tiras sempre brancas, como forma de respeito. Esta noite eu vou colocar as tiras vermelhas do meu boi dentre as brancas. Eles vão reclamar brincando, mas nós sempre nos respeitamos, o festival do boi é muito maior do que qualquer briga”, conclui.