Publicidade
Especiais
Especiais

Lições para reduzir o gás carbônico

Almir em evento cívico na cidade de Cacoal (RO), município onde se encontra a Terra Indígena Sete Setembro 22/03/2012 às 11:20
Show 1
Almir em evento cívico na cidade de Cacoal (RO), município onde se encontra a Terra Indígena Sete Setembro
Jornal A Crítica Manaus (AM)

O projeto Carbono Suruí, propagado por Almir no mundo,  consiste em geração de créditos com o intuito de reduzir emissão de carbono na atmosfera e reduzir o desmatamento. Atualmente, o projeto está em fase de certificação ambiental, pois o REDD em terras indígenas não tem regulamentação no País.

“É um plano de 50 anos. É para o futuro do povo suruí. A gente quer utilizar a floresta e mantê-la em pé de madeira sustentável. As terras indígenas estão sofrendo pressão econômica e acho que o governo brasileiro tem que acelerar o debate para regulamentar as normas”, comentou.

Almir demonstra estar preocupado com os rumos que projetos semelhantes estão tomando, com parcerias suspeitas, como a que foi noticiada na semana passada, entre a empresa Celestial e associações do povo mundurucu, do Pará. “A gente é muito preocupado com esse tipo de processo. Isso afeta o direito de quem compra e de quem está vendendo. Temos que fazer as coisas certas e não ações ilegais”, diz.

Apesar do reconhecimento, Almir Suruí se descreve como uma pessoa “pequena” diante da imensidão da Amazônia. Liderança desde os 17 anos, hoje, aos 37, ele afirma que está sempre “adquirindo conhecimento e experiência”. “Eu não me sinto melhor do que ninguém. Estou fazendo a minha parte, tentando ajudar a nossa Amazônia, o nosso Brasil. Então, para mim, o que faço é mais uma responsabilidade. Um compromisso pelos direitos humanos. Acredito num mundo sustentável mais responsável”, analisa.