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Moda de luxo deve ser sustentável

Fundador e presidente da grife de luxo Osklen, estilista Oskar Metsavaht, vai explicar aos participantes do Fórum Mundial de Sustentabilidade que ética e estética precisam caminhar juntas 22/03/2012 às 12:22
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Estilista gaúcho afirma que produção têxtil precisa combinar design com investimentos em projetos e matérias-primas com menor impacto ambiental
Jornal A Crítica Manaus (AM)

O fundador e presidente da grife de luxo Osklen, estilista Oskar Metsavaht, vai explicar aos participantes do Fórum Mundial de Sustentabilidade que ética e estética precisam caminhar juntas. Graduado em Medicina, o gaúcho de Caxias do Sul é o fundador do Instituto E, uma organização sem fins lucrativos dedicada à promoção do desenvolvimento humano sustentável. 

Um dos projetos desenvolvidos pelo instituto, o “e-fabrics”, será o tema da palestra de Oskar no próximo sábado, intitulada “Sustentabilidade e a indústria do desejo”. O projeto, que possui parceiros produtores de juta, látex e couro de pirarucu na Amazônia, identifica matérias-primas sustentáveis para serem aproveitadas na indústria têxtil.

“Vou falar sobre o projeto e-fabrics e sua contribuição para o desenvolvimento do conceito do novo luxo, que associa design à sustentabilidade. Pretendo abordar a oportunidade que o nosso País tem de promover um desenvolvimento pautado em economia verde”, diz.

Oskar é envolvido com as questões ambientais desde os anos 90, mas a preocupação com os recursos naturais brasileiros sempre esteve presente em sua vida. “Cresci praticando esportes ao ar livre e constatando a importância de preservar o meio ambiente. Inclusive, meu sobrenome em estoniano, país dos meus avós paternos e do qual me orgulho de ser cônsul honorário no Rio de Janeiro, quer dizer guarda florestal”.

Medidas urgentes

Para Metsavaht, é grande a lista de “pendências” que precisam ser cumpridas para que o Brasil se torne um País promotor de desenvolvimento humano com sustentabilidade. Dentre as medidas imprescindíveis, estão políticas públicas que incentivem a produção de produtos orgânicos e congêneres e a ampliação dos investimentos em projetos que geram ganho de renda e inclusão social. 

“É inadmissível, por exemplo, que os órgãos governamentais não incentivem o uso de materiais sustentáveis em seus uniformes e não deem incentivos fiscais para empresas menos poluentes”, opina.

No entanto, o empresário ressalta que é crescente o número de iniciativas de cunho socioambiental, que proporcionam aumento de renda e, ao mesmo tempo, reduzem os impactos ao meio ambiente.

Participação na Rio+20

Sob o comando de Oskar, o Instituto E participará em junho da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, no Rio de Janeiro (Rio+20). Durante o evento, o instituto realizará um seminário e o Prêmio-E, que será concedido às ações e personalidades que, desde a Conferência de 1992, pautaram suas atividades nos seis eixos do instituto: Terra, meio ambiente, educação, energia, empoderamento e economia. O seminário, denominado Gescom, debaterá a gestão compartilhada de praias.

Criatividade aliada a ações sustentáveis

A Osklen, criada por Oskar Metsavaht, possui lojas em Nova Iorque, Lisboa, Tóquio, Milão e nas principais capitais do Brasil. Em 2011, a marca recebeu o título de “Marca de luxo emergente do ano”, em Londres. Oskar também foi declarado pela revista Fast Company a quarta pessoa mais inovadora do Brasil e uma das 100 pessoas de negócios mais criativas no mundo.