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Nadadora Amazonense dos 100 metros borboleta vai para sua 2° Olimpíada mais madura

Hoje, aos 22 anos, a amazonense está indo para a segunda Olimpíada onde vai disputar os 100 metros borboleta (ela disputa hoje a 1ª fase do estilo às 6h26 (de Manaus). Na bagagem, ela diz trazer a maturidade de quem já se deslumbrou com a magnitude do evento 28/07/2012 às 13:15
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Dayana de Paula participa de sua 2° Olimpíada em Londres
LEANDRO PRAZERES ---

LONDRES – De todas os amazonenses que irão participar das Olimpíadas de Londres, a nadadora Daynara de Paula é, com certeza, a menos conhecida do público local. Também, pudera. Ela nasceu em Presidente Figueiredo, mas com apenas dois meses de vida, se mudou com a família para São Paulo. Foi lá que ela deu suas primeiras braçadas rumo à equipe olímpica brasileira. Hoje, aos 22 anos, a amazonense está indo para a segunda Olimpíada onde vai disputar os 100 metros borboleta (ela disputa hoje a 1ª fase do estilo às 6h26 (de Manaus). Na bagagem, ela diz trazer a maturidade de quem já se deslumbrou com a magnitude do evento e o aprendizado dos dias difíceis que ela passou após ser pega no exame antidoping por uso de furosemida, em 2010. A amazonense alegou, à época, que a furosemida veio de pílulas que ela tomava, mas não sabia que continham a substância. Depois de suspensa e quase ter ficado fora das Olimpíadas, Daynara está de volta e de bem com a vida. Prestes a estrear nas piscinas de Londres, Daynara concedeu essa entrevista ao CRAQUE.

Pouca gente sabe que você é amazonense. Não chega a ser uma incoerência você ter nascido num Estado com tantos rios e você nunca ter dado uma braçada por aqui?
Sim... com certeza. A maioria das pessoas nem sabe que eu nasci em Presidente Figueiredo. A maioria acha que eu sou de Jacareí, em São Paulo. Eu espero ter um período de férias bom para que eu possa, finalmente, conhecer o lugar onde eu nasci. Quando eu era mais jovem, eu sempre torcia para que os campeonatos brasileiros fossem realizados em Manaus, para eu aproveitar essa deixa. Se tudo der certo, vou arrumar umas férias e vou lá.

Em que a Daynara de 2008, que estreou nas Olimpíadas de Pequim, está diferente da Daynara de agora?
Sou uma pessoa diferente, mas, de uma certa forma, sou sempre a mesma. Em Pequim foi minha primeira competição absoluta e tudo era novidade. Nunca tinha viajado com a equipe brasileira para uma competição absoluta e não sabia o que ia acontecer. Agora eu sei o que vai acontecer. Já tenho uma estratégia definida e estou bem mais confiante.

O que aconteceu em Pequim? Você vinha de bons resultados, mas ficou abaixo do que se esperava (34º lugar) de você. Foi deslumbre mesmo?
Em Pequim eu fiquei deslumbrada. Era minha primeira competição absoluta e eu não sabia o que esperar. Um dia antes da competição eu ainda tive que ir atrás de fashion (maiô) para competir porque o Brasil não tinha cedido nenhum pra gente. Era muita coisa acontecendo e eu não sabia como me comportar. Meu técnico não pode estar comigo e um dia antes uma menina começou a me falar sobre o peso das Olimpíadas. Aí eu fiquei chocada. Mas isso passou. Eu peguei o melhor dessa experiência. Agora eu tenho dois fashions (maiôs) e eu estou bem mais calma e experiente.
Como você tem feito para evitar que esse deslumbre ocorra novamente?
Bem... Eu já conheço o ambiente de uma Olimpíada. Já sei o que vou viver quando eu entrar na Vila Olímpica. Vou deixar o deslumbre para depois de eu competir.

Do ponto de vista esportivo, o que mudou na nadadora Daynara de Paula em relação a 2008?
Eu tenho uma frequência muito alta e isso me atrapalha. Nos últimos anos eu diminuí minha frequência de braçada e estou com uma pegada mais forte, puxando mais água. Meu submerso está mais forte também. É claro que tem umas coisinhas para ajustar. Eu diria que eu estou com um estilo mais forte e tranquilo.
Qual seu objetivo nestes Jogos?
Meu objetivo é chegar a uma final.

Qual sua expectativa para 2016?
Eu pretendo estar lá, nem que seja na torcida. Na realidade, o ciclo olímpico dura seis anos, então eu já estou treinando para ir ao Rio de Janeiro. Vai ser no meu País, na minha casa.

Em 2010 você passou pelo episódio de ter sido pega no exame antidoping. Como isso afetou sua carreira e como você superou isso?
Então...eu não falo sobre isso. Peguei apenas as coisas boas e aprendi. É só o que eu posso dizer. Às vésperas de você competir, como você pensa em todos os sacrifícios que sua família teve de fazer para você chegar até aqui? Eu amo nadar, não me imagino viver sem isso. Minha mãe sabia que eu gostava e fez de tudo para que chegasse aqui. Hoje em dia, ela não trabalha mais e eu faço tudo por ela. É o mínimo que eu posso fazer e eu quero dar o melhor pra ela. Se eles não tivessem se sacrificado, eu não teria chegado onde cheguei. Tenho certeza de que eles estarão torcendo para mim.

Há espaço para vaidade feminina às vésperas de uma competição como essas?
Sim, claro. Sou muito vaidosa. Estou com uma alergia que está me deixando muito triste (risos). Minha maior preocupação é com as unhas e a sobrancelhas que eu não sei fazer direito. Mas eu e as outras meninas da equipe batemos uma bola e a gente consegue trocar umas dicas

Perfil Daynara de Paula
Data de Nascimento: 25/071989
Local de Nascimento: Presidente Figueiredo (AM)
Modalidade: 100 metros borboleta
 Altura: 1,63 m Peso: 54 kg

Resultados
Prata (100m borboleta e 4x100m livre)
Bronze (4x100m medley) nos Jogos Pan-americanos Guadalajara 2011
10ª (50m borboleta) 13ª (4x100m livre) 17ª (4x100m medley)
21ª colocada (100m borboleta) no Mundial de Xangai (11) 8ª (50m borboleta)
12ª colocada (100m borboleta) no Mundial de Roma (09)
34ª colocada (100m borboleta) nos Jogos Olímpicos Pequim 2008 - Prova: 100m borboleta