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O exemplo de floresta preservada na região

Amazonas > Estado aparece no ranking de desmatamento nas últimas posições 22/03/2012 às 13:19
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Florestas virgens próximas a Manaus revelam que a política ambiental do Estado segue de acordo com as campanhas em defesa do verde e da mata em pé, apesar do desmatamento em outras áreas
Jornal A Crítica Manaus (AM)

Na discussão sobre preservação do meio ambiente, o Estado do Amazonas exerce um papel de liderança no cenário nacional e internacional. Com uma área superior a vários países europeus juntos (1,5 milhão de quilômetros quadrados), o Amazonas tem 98% de sua área de floresta preservada. Para melhorar ainda mais o cenário, as taxas de desmatamento no Estado vem seguindo a tendência nacional e caindo ano após ano. Mas esse quadro de aparente equilíbrio não significa que os desafios tenham sido todos vencidos.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entre agosto de 2010 e julho de 2011, a taxa de desmatamento do Brasil foi a menor em 22 anos. No período, o Brasil perdeu 6.238 quilômetros quadrados de floresta.

As reduções também foram sentidas no Amazonas. De acordo com dados da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (SDS), em 2011, houve redução de 11,76% em relação a 2010.

No entanto, os maiores desafios na contenção do desmatamento na Amazônia ainda permanecem os mesmos, com alguns novos agravantes. O principal foco de tensão continua sendo a região conhecida como Arco do Fogo, na divisa do Amazonas com o Mato Grosso e Rondônia. A região sofre com o avanço da agropecuária e com o desmatamento ilegal. Os municípios mais impactados na região são Manicoré, Lábrea e Apuí. Em Manicoré, aliás, as tensões agrárias foram responsáveis pela morte do líder Nardélio Delmiro Gomes, assassinado a tiros em novembro do ano passado na localidade conhecida como Santo Antônio do Matupi.

Além das tradicionais zonas de conflito, novas áreas de tensão estão surgindo, desta vez, mais próximas da capital. Com a inauguração da ponte Rio Negro, ligando Manaus ao município de Iranduba, uma nova frente de expansão urbana foi criada. As autoridades têm enfrentado dificuldade em lidar com o avanço dos loteamentos irregulares, mas a SDS, juntamente com o Batalhão Ambiental da Polícia Militar e do Ipaam, têm feito ações constantes na região para tentar minimizar os impactos.

Trunfo

Em outubro de 2011, durante a inauguração da ponte Rio Negro, a presidente Dilma Rousseff anunciou a prorrogação da Zona Franca de Manaus por mais mais 50 anos.

A notícia foi celebrada por economistas e ambientalitas que defendem o modelo econômico instalado no Amazonas como sendo um dos responsáveis pela manutenção da preservação da floresta no Estado. Estudos realizados no final da década passada indicam que boa parte do atual estágio de preservação da floresta se deve à Zona Franca de Manaus e ao Polo Industrial de Manaus (PIM) em seus respectivos momentos históricos.

Hoje, o maior desafio das autoridades locais é encontrar mecanismos que aliem a preservação ambiental e desenvolvimento sustentável. Com a criação da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), em 2007, projetos nesse sentido e também voltados para a venda de serviços ambientais estão tentando preencher esta lacuna.

Taxa

De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entre agosto de 2010 e julho de 2011, a taxa de desmatamento do Brasil foi a menor em 22 anos. No período, o Brasil perdeu 6.238 quilômetros quadrados de floresta.