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O feitiço dos bois

Histórias de gente de fora que faz questão de estar na arena no festival 01/07/2012 às 15:50
Show 1
Midori é exemplo de brincante que fazem questão de estar na arena do festival
Artur César Parintins (AM)

A paixão pelo Festival Folclórico de Parintins e os encantos dos bumbás atravessa o mundo e desperta o desejo de muitas pessoas em conhecer os encantos da Ilha Tupinambarana. Midori Ogasawata, 28, por exemplo, foi fisgada pela magia vermelha do Boi Garantido e largou tudo no Japão para participar do Festival Folclórico.

Filha de um empresário na terra do sol nascente, Midori conheceu o festival quando fazia faculdade de Ciências e passou a estudar a musicalidade brasileira. Em 2006 pode ver de perto a cultura dos bumbás quando participou de uma excursão para Manaus. Aí ela selou seu amor pela cultura parintinense. Foram quatro anos trabalhando e economizando para vir para a Ilha Encantada. Arranhando um pouco de português, ela conta que pediu demissão do emprego para correr atrás de um sonho.

A história de Midori chama mais atenção por um motivo: ela não veio apenas brincar de boi, mas tentar uma vaga na apresentação do Garantido. Com a ajuda de uma amiga que conheceu na cidade, ela carimbou sua participação na arena. Midori é uma das integrantes das tribos indígenas do Boi da Baixa.

Virada, ela trouxe sua história escrita em português num caderno, que a acompanha sempre. Depois de passar um tempo morando em uma favela na cidade do Rio de Janeiro, onde pode conhecer de perto o Carnaval - outro sonho antigo -, Midori embarca para Tóquio esta semana com a missão cumprida e 100% Garantido. 

Azulado

Fausto de Assis, 54, não veio de tão longe quanto Midori, mas compartilha com ela a vontade de defender seu boi no palco do espetáculo. Carioca da gema e portelense de coração, Fausto já vem há alguns anos para Parintins só para fazer parte das encenações de arena do Boi Bumbá Caprichoso.

No caso dele, ele não precisou pedir demissão do emprego. Suas férias são programadas todos os anos para o mês de junho. “Sou um torcedor fanático do Caprichoso. Está no meu sangue. Tenho tudo do Boi na minha casa em Resende (RJ)”, conta Fausto, que além do amor pelo Boi de Estrela aprendeu em Parintins a dormir em rede. Outra paixão do azulado.