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O rei dos pneus: Três décadas de superação

Há 30 anos, Antonio Gomes Guimarães abriu a pequena borracharia que se transformou na rede de lojas que é referência em serviços automotivos na Região Norte 02/12/2012 às 16:58
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Aos 70 anos, Antonio Gomes Guimarães dá expediente todos os dias, de 6h às 19h em sua loja no Dom Pedro e não dispensa um bom papo com velhos e novos clientes
Joubert Lima Manaus (AM)

Após três décadas, o proprietário da rede Espantalho Pneus, Antonio Gomes Guimarães, mantém a mesma humildade que o acompanha há 70 anos, completados neste sábado. Ele é o típico empreendedor que arrancou o sucesso na raça, a partir da pobreza extrema. Antônio veio de Pocinhos, município da região do Cariri paraibano. Como os pais eram sem-terra, ele e os oito irmãos foram criados em casas de parentes. Chegou a Manaus na década de 80, quando construiu, partindo do zero, uma rede com seis lojas espalhadas pela cidade, com uma das marcas mais sólidas da região.

A trajetória do empresário é tão tortuosa que daria um filme. Aos 18 anos, fugindo da miséria, Antônio foi tentar a sorte no Rio de Janeiro, mas não teve êxito. Retornou ao Nordeste onde trabalhou em diversas cidades, nos mais variados ramos, sempre farejando oportunidades. Uma delas surgiu na década de 70. Ele soube que a Construtora Camargo Corrêa construiria o aeroporto de Manaus. Arrumou a trouxa e veio para o Norte, sonhando com o emprego na construtora. Não conseguiu.

Desempregado, passou a tomar conta de um bar. Em 1977, a novela “O Espantalho”, da Rede Record, fazia sucesso na TV. Antônio emprestou o nome para batizar o empreendimento, posteriormente transformado em mercearia. Era o começo da virada. Em 1983, os negócios iam tão bem que ele comprou uma casa no Conjunto Dom Pedro, onde já tinha outro comércio e uma pequena borracharia.

Apesar de inicialmente menos lucrativo, o negócio com pneus era a menina dos olhos do empresário. O nome “Espantalho” também foi usado na borracharia, e a associação com Antonio foi imediata. O chapéu e o bigode são a marca registrada do empreendedor. “Ele é o próprio espantalho”, diz Tadeu Guimarães, um dos filhos de Antônio.

Para manter a borracharia funcionando, só com muito trabalho. A jornada diária começava às 6h e se estendia até 22h, nos sete dias da semana. Tanto sacrifício deu resultado: a pequena borracharia se transformou em loja de pneus com serviços agregados. A “visão” da empresa - principal meta da companhia - é tornar-se referência em centro automotivo na Região Norte do Brasil. Antonio precisa pensar em outra; essa já foi atingida há tempos.