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População de Parintins questiona ação do Detran no Festival

Cidade não dispõe de clínica credenciada para exames da primeira habilitação 28/06/2012 às 12:51
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Povo contra o Detran
Jonas Santos Parintins (AM)

A operação de trânsito que o Detran-AM realiza em Parintins, desde o início desta semana, vem gerando protesto por parte da população parintinense. O motivo das reclamações é que o órgão estadual deixaria para realizar a blitz somente em época do Festival Folclórico de Parintins, sem antes realizar campanha educativa, sinalizar as ruas e dar suporte para que os motoristas possam tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Parintins, por exemplo, não dispõe de uma clínica credenciada pelo Departamento Estadual de Trânsito para realizar exame médico, oftalmológico e psicológico. 

“Isso vem causando sérios transtornos à população. A clínica de Manaus, por exemplo, só vem fazer exame aqui de seis em seis meses e se eu conseguir cadastrar 200 motoristas. Fica impossível assim. Isso gera um prejuízo à população que não tira carteira e a minha empresa que não consegue trabalhar”, afirmou o diretor da única auto-escola da cidade, Nezias Brelaz. A auto escola Paris já tem mais de dez anos atuando na Ilha. Segundo Brelaz até existem médicos credenciados no Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), que atendem nos hospitais da cidade, mas que o órgão em Manaus não habilita o profissional.

Nezias esclarece que para solicitar a CNH, o motorista tem primeiramente que dar entrada na documentação no órgão de trânsito, fazer o exame médico para depois entrar na auto-escola. “Os moradores têm dificuldades em tirar carteira porque têm primeiramente que cumprir estas etapas. Como não tem clínica a expedição da carteira é demorada”, conclui. Para tirar uma CNH tipo A, o motorista tem que desembolsar R$ 600.

“Eles passam o ano todo ausentes e quando chega esta época do boi querem mostrar serviço e acabam prejudicando a população. Há um posto local que não corresponde com a necessidade da população”, avisou. O secretário de Saúde de Parintins, Josimar Marinho, também engrossou os protestos. “Os servidores do Detran que estão nas blitze tratam a população com abuso de poder, usam da arrogância e da prepotência contras as pessoas. Eu já assisti um desses atos”, comentou.

O secretário informou que no Festival Folclórico, do ano passado, não houve um registro de acidente de trânsito na semana do evento. Diariamente o Detran  realiza a batida e apreende uma média de 30 veículos. Estranhamente, a blitz é somente contra os condutores de motocicletas. Os fiscais cobram a CNH e documentação do veículo.

Presidente diz que órgão atua

A diretora-presidente do Detran,Mônica Melo, contestou a informação da ausência do orgão no município e a reclamação de que o Departamento do Trânsito vem a cada seis meses à cidade. “ Esta informação não é verdadeira. Estamos sistematicamente, quase todos os meses em Parintins e ainda temos um posto do Detran na cidade. Então na justifica as pessoas dirigem sem habilitação. O condutor sem habilitação coloca a v ida de outras pessoas em perigo”, afirmou.

 Mônica tam bém discordou da informação prestada pelo diretor da auto escola Paris, Nezias Brelaz. “A clínica vai a Parintins todo mês. de acordo com a demanda”, disse. Mônica relatou que a clínica atende mensalmente 50 pessoas e não 200 motoristas, conforme reportou Brelaz. “ Estamos fazendo o nosso trabalho e é em decorrência disso  que não há registros de acidentes de trânsito. Sobre a denuncia de abuso de poder por parte de agentes  não posso me manifestar porque não fui informada e não há nenhum registro na ouvidoria do Detran, em Manaus”, finalizou a diretora-presidente.