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Especial
Históricos

Primeira turma de formandos de Medicina da Universidade Nilton Lins completa 10 anos

Em 2007 foram formados 32 profissionais dispostos a ajudar na qualidade de vida de pacientes mundo afora 28/10/2017 às 17:26 - Atualizado em 29/10/2017 às 08:42
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Foto histórica: os primeiros formados de Medicina pela Universidade Nilton Lins / Fotos: Reprodução, Divulgação e Jair Araújo
Paulo André Nunes Manaus (AM)

O curso de Medicina da Universidade Nilton Lins está completando nesta temporada 10 anos da primeira turma formada, a de 2007, que inseriu no mercado de trabalho 32 profissionais dispostos a ajudar na qualidade de vida de pacientes mundo afora. A data oficial de formatura é 6 de dezembro, e a proximidade dela desperta lembranças especiais nos ex-acadêmicos e hoje doutores.

A médica radiologista Paula Said Guerreiro, 33, se formou na primeira turma e disse lembrar com carinho daqueles tempos de desafios, novidades e incertezas. 

“Sou de Manaus e me formei bem nova, com 23 anos. Como era a primeira turma de Medicina entramos cheios de dúvida se tudo iria dar certo, em quais hospitais iríamos estagiar....E acho que nós conseguimos mostrar para todos o quanto a faculdade particular Nilton Lins estava no mesmo grau de formação que os demais colegas de outras faculdades. Somos uma turma de formandos histórica”, comentou ela, enfatizando a importância da instituição.

DNA de médico

Paula Said Guerreiro tem DNA da medicina: na família seu avô, Amin Said, também era médico radiologista, além de tios dela. 

Entre as lembranças que ela tem estão os primeiros contatos que fez com a profissão, ter aprendido com vários professores que passaram pela sua formação, sendo exemplos de médicos, e o coleguismo e as amizades para a vida toda, além do contato com os pacientes.

“O fato mais curioso pelo que eu passei, e que me marcou, foi na época do internato rural onde eu vivenciei a medicina sozinha indo para Borba. Lá eu fiz o meu primeiro parto em 31 de dezembro de 2006. Foi muito emocionante”, disse a médica radiologista. 

Após se formar ela foi fazer residência médica no Rio de Janeiro, onde ficou 4 anos e 8 meses alternando entre os hospitais Samaritano e Icaraí. Hoje a doutora trabalha como médica radiologista nos hospitais Santa Júlia e Check Up.

“Já são 10 anos de jornada, e o sentimento que temos é que o caminho é longo, onde se abre mão de muitas coisas entrando muito jovem na faculdade. A Medicina me forçou a amadurecer mais rápido em certas situações. Valeu a pena todo o sacrifício e eu faria tudo de novo”, declarou a médica.

Desafio diário

Paula Said Guerreiro ressalta que, apesar de não trabalhar em uma unidade de saúde pública, ser médica no Brasil é um “desafio diário”. “O mais importante é se manter humano diante das condições atuais que se encontra no serviço público de saúde. Sei como é a realidade”.

Frase

"Mostramos o quanto a particular Nilton Lins estava no mesmo grau de formação que os demais colegas de outras faculdades", Paula Said Guerreiro, médica que integrou a 1ª turma.

Confraternização

Os formandos da turma de Medicina de 2007 da Universidade Nilton Lins e vão se encontrar novamente dia 8 de dezembro para confraternizar e relembrar os momentos de acadêmicos. Até hoje eles se falam por meio de mídias como whatsapp há 4 anos.

Em Números

32

É o número de alunos que se formaram em 6 de dezembro de 2007 na primeira turma de Medicina da Universidade Nilton Lins. Profissionais como a amazonense Paula Said Guerreiro e o carioca Daniel Fonseca faziam parte da “turma histórica”.

Médico é 'Bisturí de Ouro' do Amazonas

Aos 71 anos, o experiente cirurgião e gastroenterologista Cesar Cortez está desde o início da Medicina da Nilton Lins e é o coordenador do curso.

Ele frisa a implantação, na instituição, ano passado, da nova matriz curricular do Ministério da Educação.

“Isso significa que estamos dentro das diretrizes curriculares nacionais; aqui no Amazonas, só nós”, comentou o médico, agraciado recentemente com a honraria “Bisturí de Ouro” do Colégio Brasileiro de Cirurgiões. Foram formados, nesses 10 anos de curso, 778 profissionais. Hoje, há 571 alunos. “Entram 100 por ano, e no dia 5 de dezembro formamos a 21ª turma”, disse.

Fabiana Ramalho, 36, é uma das alunas de 1º período da instituição. “Eu já sou formada em Fisioterapia, integrante da 1ª turma que se formou, e decidi cursar Medicina, que é um grande sonho”, contou ela.

Ex-aluno destaca ex-professores

O carioca Daniel  do Nascimento Fonseca, 33, também foi formado no curso de Medicina da Nilton Lins: no entanto, o profissional concluiu seus estudos na instituição do Parque das Laranjeiras em dezembro de 2011, fazendo parte da 9ª turma.

Atualmente ele é diretor-clínico do Hospital Samel e coordenador do internato de clínica médica na Nilton Lins e membro da comissão de residência na mesma instituição.
Natural da capital carioca, ele está há 17 anos em Manaus e especializou-se em Clínica Médica. Ele comentou que seguir pela área da Medicina foi pura vocação, já que não possui familiares médicos que tenham o influenciado para fazer o vestibular na Nilton Lins.

 

“Conclui a faculdade em seis anos, normalmente. No curso necessitamos da base da instituição, mas se depende do esforço pessoal, da vocação, da vontade”, explica ele.
Na história

Daniel Fonseca está na história do curso de Medicina: ele fundou o Centro Acadêmico de Medicina da instituição. Sobre a importância de ter se formado na Nilton Lins, o médico comentou que isso lhe “trouxe uma gama de relacionamentos e conhecimentos” que lhe fizeram ser diretor de um grande hospital da cidade.

Entre as suas principais lembranças estão saudosos professores da instituição, diz o médico. “Tivemos saudosos professores que já se foram e demonstraram vontade e comprometimento, como por exemplo Paulo Montenegro, mestre em anatomia, e o doutor Habacuc Val, cardiologista recentemente falecido. A relação que tivemos junto à coordenação e reitoria sempre foi de perto”.
ação humanitária

Entre um dos fatos curiosos e guardados com mais carinho dos tempos de acadêmico de Daniel do Nascimento Fonseca na instituição Nilton Lins está uma ação social realizada em 2008. “Foi muito gratificante pois fizemos um evento e trouxemos palestrantes de fora para o auditório Nina Lins. Participaram mais de 500 pessoas e arrecadamos quase 1 tonelada de alimentos não-perecíveis que foram doados para a Casa Vhida”, recorda ele. 

Perguntado pela reportagem sobre o que representa para ele ser médico, Daniel falou emocionado: “É a minha base, minha vida, e não me vejo em nenhuma outra profissão que não seja a de médico”.

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