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Procura pelas clínicas de cirurgia plástica aumenta entre homens e mulheres

O aumento da renda do consumidor e a concorrência entre clínicas de cirurgia plástica vêm contribuindo para que o setor consiga atrair novos clientes, tanto do público feminino como do masculino. 20/02/2012 às 10:11
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André Luiz Carone, que realiza 30 operações por mês, afirma que segmento já atrai europeus
Priscila Mesquita Manaus

A preocupação de homens e mulheres com a estética corporal, a saúde e o bem-estar tem aumentado cada vez mais a procura pelas clínicas de cirurgia plástica. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), mais de 600 mil procedimentos cirúrgicos são realizados, anualmente, no País.

Em Manaus, a expansão do segmento, reforçada pelo aumento do poder aquisitivo da clientela, trouxe também preços e condições mais acessíveis para quem deseja se ver mais bonito no espelho.

Segundo o vice-presidente da SBCP no Amazonas, Rooney Viana, um dos fatores que contribuiu para a redução de preços foi o aumento da concorrência no mercado. Só a regional da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica reúne hoje 19 cirurgiões.

“Homens e mulheres estão mais preocupados com a aparência, o que motiva novos médicos a migrar para esta especialidade”, comentou. 

De acordo com Viana, que realiza de 20 a 25 cirurgias por mês em sua clínica, os procedimentos mais procurados na cidade são o implante de próteses de silicone nas mamas e a lipoaspiração. “As mulheres ainda são as que mais procuram, mas os homens já representam 30% do total de operações que realizo”, explicou.

Pesquisa divulgada em 2009 pelo Instituto Datafolha (SP) apontou que os homens respondiam por apenas 12% do total de cirurgias estéticas feitas no País. Quanto às cirurgias reparadoras, o público masculino tinha uma participação maior (41%), contra 59% do feminino.

 Custos das operações
No mercado local, o custo para implantar as próteses nos seios varia de R$ 6 mil a R$ 10 mil, incluindo custos hospitalares e produtos de uso pós-operatório, como cintas e sutiãs especiais. Já o valor cobrado na lipoaspiração, que é o 2° procedimento mais procurado, pode oscilar de R$ 4 a R$ 8 mil.    

No entanto, o preço da cirurgia não deve ser o único fator avaliado na hora de optar pela clínica. O cirurgião plástico André Luiz Carone afirma que é imprescindível que o paciente verifique se o profissional está habilitado para realizar cirurgias plásticas. “É importante que as pessoas confiram se o médico faz parte da SBCP, por meio de consulta no site www.cirurgiaplastica.org.br. Não basta ser médico ou cirurgião geral para realizar cirurgias plásticas”, afirmou. 

Atenção à segurança
O presidente da SBCP, José Horácio Aboudib, pondera que o paciente precisa se certificar de que a busca por um preço mais baixo não vai por em risco sua segurança. “Ná dá, por exemplo, para cortar a participação do anestesista ou do médico assistente na cirurgia. O cirurgião plástico não pode operar apenas com instrumentadores”, disse.

Pagamentos a prazo
Quem pretende se submeter a uma cirurgia plástica, mas ainda não dispõe do valor integral para fazer o pagamento à vista, pode recorrer ao parcelamento ou aos financiamentos oferecidos por instituições financeiras, que possuem linhas de crédito para essa finalidade.

De acordo com Rooney Viana, há clínicas no mercado local que chegam a parcelar em até seis vezes o custo da prótese de silicone. “O parcelamento da cirurgia também é uma prática adotada por alguns colegas, que facilitam a realização do sonho do paciente”, ressaltou.

Quanto ao financiamento das cirurgias, há várias instituições que disponibilizam empréstimos. Entre elas, estão a Proativa Saúde (www.proativasaude.com), Crédito Saúde (www.creditosaude.com.br) e Dr.Crédito (www.drcredito.com.br). As opções incluem parcelamentos em até 58 meses.

Perfil do paciente
O perfil do público que investe em cirurgias plásticas foi um dos focos da pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha. O estudo apontou que a maioria das intervenções (95%) é realizada entre pessoas de nacionalidade brasileira. Os 5% restantes, correspondentes aos pacientes de origem estrangeira, são divididos entre os que residem no exterior (3%) e os que moram em território brasileiro (2%).

O presidente da SBCP para o exercício 2012-2013, José Horário Aboudib, informou que os dados existentes serão atualizados, a partir de um sistema de estatística que a entidade está implantando a partir do primeiro semestre deste ano.