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Quem quiser ingressos para o festival vai pagar mais caro

Os passaportes estão esgotados e os torcedores dos bumbás Garantido e Caprichoso têm no cambista a única opção para comprar as entradas de última hora  29/06/2012 às 17:15
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Cambistas vendendo ingressos do festival
Florêncio Mesquita e Rafael Seixas Parintins (AM)

O valor dos ingressos para o 47° Festival Folclórico de Parintins (a 325 quilômetros de Manaus), que será realizado de 29 de julho a 1° de julho, sofreu um aumentou de quase 50 % nas mãos de cambistas. E o motivo, segundo os próprios, é a dificuldade para conseguir os ingressos. Contudo, eles afirmam que não são culpados pelos preços abusivos. Os passaportes estão esgotados e os torcedores dos bumbás Garantido e Caprichoso têm no cambista a única opção para comprar as entradas de última hora.

De acordo com a diretora da agência Tucunaré Turismo, responsável pela comercialização exclusiva dos bilhetes, Cristina Abraão, foram colocados à venda a mesma quantidade de ingressos para cada agremiação. Ela explica que o limite de compra de bilhete por CPF foi de apenas cinco. No entanto, os cambistas driblaram o limite e passaram a dominar a comercialização no mercado paralelo. 

O preço inflacionado causou indignação nos turistas que procuram os ingressos na última semana que antecede o festival, mas nada foi feito pelo poder público para mudar a situação. Enquanto isso, os cambistas atuam livremente nas ruas do Centro da ilha tupinambarana, mais precisamente em frente do Banco do Brasil.

Lindomar da Silva Frazão, um dos cambistas, explica como conseguem os ingressos. “Os que vendem são aqueles que vão assistir uma noite e vão embora. Antigamente era barato comprá-los, porque você chegava com qualquer pessoa que trabalhava no boi e ela vendia, pois precisava de dinheiro para pagar os artistas. Eles começaram a ficar mais caros por causa da Tucunaré”, disse.

“Estou aqui para ganhar dinheiro e para comprar. A Tucunaré vende os antecipados por R$ 590 (arquibancada). Compram cinco ingressos e querem nos repassar por R$ 1 mil. Ano passado comprávamos por R$ 700 e vendíamos por R$ 750. Eu não vou comprar um por R$ 1 mil e o vender por R$ 1 mil, porque não sou banco para trocar moeda. Isso também é culpa da prefeitura, das diretorias dos bumbás (Garantido e Caprichoso) e empresários que doam seus ingressos e o pessoal os revende”, complementou Airton Barbosa Gomez, 44, outro profissional ilegal. De acordo com informações da Tucunaré Turismo, não tinha como fiscalizar se a pessoa iria comprar o ingresso para uso pessoal ou para fins de comercialização.


Cuidados com ingressos falsos

Os torcedores precisam ter cuidado na compra dos bilhetes nas mãos de cambistas. O alerta é feito pela diretora da agência Tucunaré Turismo, responsável pela comercialização dos ingressos, Cristina Abraão. Segundo a empresária, apesar dos ingressos terem a mesma aparência dos originais, há dúvidas quanto à procedência e se de fato são os que foram vendidos nos postos oficiais. 

A empresária pede que os torcedores não comprem ingressos com os profissionais ilegais e com os preços inflacionados. Ela explica que este ano os ingressos ganharam um incremento na tecnologia com o uso de uma nova tarja magnética que reforça a segurança contra tentativas de fraude. Caso o torcedor adquira o bilhete com um cambista e descubra no Bumbódromo que foi vítima de uma falsificação, Cristina diz que não há nenhum tipo de ressarcimento ou ajuda que possa ser disponibilizada ao consumidor. Então pessoal cuidado com os espertos.