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Usuários criticam telefonia

Qualidade das ligações, falta de sinal e cobranças indevidas são as principais queixas de quem se sente lesado pelas empresas 21/07/2012 às 16:37
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Telefonia móvel é campeã de reclamações por parte de usuários
Luana Gomes Manaus

Enquete feita por A CRÍTICA revela o alto índice de insatisfação dos usuários de telefonia móvel no Amazonas pela qualidade dos serviços prestados, depois da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) suspender essa semana a venda de linhas das operadoras Claro, Tim e Oi, em todo o País.No Amazonas, a OI foi a única penalizada. As prestadoras têm até 30 dias para enviar o Plano Nacional de Ação de Melhoria da Estação do Serviço Móvel Pessoal (SMP).

Melhoria esta que o aposentado João Costa espera que chegue no Amazonas, especialmente após ele processar justamente as três empresas suspensas no País, para assegurar seus direitos de consumidor. Juntas, as três tiveram uma fatia de 38,13% no mercado do Estado em junho. No mês, a Tim registrou um total de 932,94 mil linhas, a Oi anotou 316,66 mil e a Claro, 250,33 mil.

 A pequena participação não foi suficiente para a qualidade do serviço. Dentre os processos, Costa disse que ganhou a causa contra a Tim, depois que adquirir o plano Infinity Pré, com a possibilidade de ligação a um preço de R$ 0,25, mas o contrato não ter sido “honrado”. De acordo com ele, embora tenha feito reclamações, a empresa não atendeu suas solicitações, comentando que ao ter optado pelo plano, ele ainda precisa ter se cadastrado na promoção.

Contudo, no próprio regulamento da empresa consta que “todos os clientes que aderirem ao plano receberão automaticamente o benefício promocional”. “Eles não consertaram o erro e as minhas ligações chegaram a custar R$ 1,20 por minuto. Como a tentativa amigável não deu certo, tive que recorrer à Justiça”, informou.

 Outra reclamação quanto à promoção foi da psicóloga, Krisley Cavalcante. Ela contou que apesar de ser cadastrada no plano ‘Infinity Pré’, no qual é possível enviar mensagens ilimitadas para quaisquer operadoras, por R$ 0,50 ao dia, costuma ter seus créditos “nocauteados” no mesmo dia, sem conseguir enviar os recados para todo mundo que deseja.

 Usufruindo os serviços da mesma operadora, a relações públicas Thalita Mattiazo comentou que, de modo geral, o sistema de telefonia celular no Estado é “muito ruim”. No caso dela, chegaram a sumir créditos sem qualquer motivo aparente, situação que ela conseguiu resolver. Além disso, Thalita apontou que as mensagens não costumam chegar na hora em que são enviadas, as ligações são “alvejadas” por interrupções e o sinal costuma ficar fora de área em locais fechados, como em shoppings da cidade.

A qualidade na cobertura é um problema que atrapalha o trabalho do jornalista Tabajara Moreno. Usuário de três operadoras (Oi, Tim e Vivo), ele analisou que a recente aquisição do grupo espanhol Telefônica é uma das de “pior qualidade”, embora a Vivo esteja na listas das que não tiveram seu nome envolvido na suspensão. Moreno abordou que costuma ter problemas para enviar mensagens, assim como para realizar ligações. De acordo com ele, muitas vezes há necessidade de ir para a garagem de sua residência para conseguir um sinal suficiente.

Operadoras se isentam da culpa

 Questionadas sobre as falhas do serviço no Estado, as operadoras apontaram que muitos dos problemas de sinal são influenciados pela dificuldade territorial e logística da Região.

 Em resposta, a Tim apontou que “a melhoria da qualidade nas comunicações não é fator apenas de investimentos, mas também da solução das restrições municipais e estaduais que dificultam a instalação de novas antenas”.

 A Oi comentou que há dificuldade para implantação de sua rede nos Estados do Norte, “devido a rompimentos de cabos por obras, quedas de energia e altos índices de vandalismo e furto de cabos e baterias”.

 Líder de mercado, a Telefônica/Vivo informou que tem trabalhado para diminuir as restrições legais existentes para a instalação de infraestrutura, como as antenas. Já a Claro preferiu salientar sobre sua autorização ao primeiro lote do leilão 4G, dizendo que Manaus vai ser a primeira cidade do Norte a receber o sistema.