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Voluntários suam a camisa para ajudar os bumbás Caprichoso e Garantido, em Parintins (AM)

Nos galpões dos dois bois é possível encontrar muitas pessoas que tem outras atividades e, mesmo assim, sempre arrumam um tempinho para colaborar com os trabalhos 26/06/2012 às 18:17
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Voluntários ajudam bumbás Caprichoso e Garantido
Lorenna Serrão Parintins

Você sabe por que Parintins (a 325 quilômetros de Manaus) é conhecida como a cidade da paixão e da emoção? Porque aqui não há lugar para cansaço, pelo menos não quando o assunto é Caprichoso e Garantido. A cidade respira boi o ano inteiro, mas é no mês de junho que tudo fica mais intenso. Nos galpões a correria é grande, porém, o que mais chama a atenção é o olhar dos trabalhadores e principalmente dos voluntários, pessoas que têm outras atividades e, mesmo assim, sempre arrumam um tempinho para colaborar com os bumbás.

No lado vermelho e branco encontramos duas mulheres guerreiras: a professora municipal Socorro Reis, 53, e a manicure Socorro Gomes, 50, que apesar da rotina do dia a dia, conseguem tempo para ajudar na confecção das fantasias e ainda têm fôlego para participar do ensaio da Batucada.

“Pelo boi não sentimos cansaço, isso aqui funciona como uma terapia. Se fosse possível e necessário seriamos capazes de dar o nosso sangue pelo Garantido”, disse a professora – que é viúva e faz parte do grupo de ritmistas há dez anos.

As “Socorros” chegam ao galpão por volta das 17h e até as 22h ajudam na confecção dos chapéus dos batuqueiros, vestidas com a roupa oficial da Batucada. Depois de horas em pé, elas saem de lá direto para o ensaio. “Estamos à disposição do boi, o que nos pedirem para fazer, vamos fazer. Somos apaixonadas pelo Garantido e queremos que ele seja bicampeão e, por isso, temos certeza de que este esforço valerá muito à pena”, comentou a manicure – que conta com o apoio do esposo para ajudar o bumbá.

O voluntariado também está presente no galpão do Touro Negro. O professor estadual Edvaldo Beltrão, 58, tem um compromisso inadiável no mês de junho, ajudar na coordenação das alegorias do boi da estrela.“Poder contribuir de alguma forma com o Caprichoso é sem dúvida uma prova de amor. Não existe cansaço, é uma correria louca, mas todos se ajudam para que no fim tudo saia bem”, pontuou Beltrão.

Segundo Jofre Lima, diretor de galpão e coordenador das alegorias, o Caprichoso contratou 130 trabalhadores e conta ainda com a colaboração de cerca de 20 voluntários.

O boi do povão conta com 400 voluntários só no Comando Garantido, grupo responsável por comandar a galera durante as três noites de festival. Segundo Jatamá Barbosa, diretor administrativo e coordenador geral, são 250 moradores de Parintins, 80 de Manaus e 70 de Itacoatiara.