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Botafoguenses buscaram na Marinha o reforço que faltava para o Peladão

Empolgados, apesar de estrearem com derrota para o Unidos da Ladeira por 4 a 0, os boleiros do Botafoguenses Apaixonados estão confiantes de que vão avançar de fase no maior campeonato de peladas do mundo 09/10/2015 às 09:57
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Apaixonado desde criança pelo Glorioso, ele faz de tudo para conciliar as atividades na área de informática na Marinha, com a família e o esporte
EQUIPE PELADÃO 2015 ---

Amantes torcedores do Botafogo se uniram e participam pela primeira vez do Peladão Brahma 2015 na categoria principal. Empolgados, apesar de estrearem com derrota para o Unidos da Ladeira por 4 a 0, os boleiros do Botafoguenses Apaixonados estão confiantes de que vão avançar de fase no maior campeonato de peladas do mundo. Para isso, eles contam com uma equipe seleta, apaixonados pela Estrela Solitária, dentro e fora de campo, e com um reforço no elenco mais que especial: 11 jogadores militares da Marinha do Brasil

Como é o caso do jogador Anderson Alves Máximo de Assis, o sargento Assis, da Marinha do Brasil, que entre idas e vindas da Cidade Maravilhosa, está em Manaus desde 2006. Apaixonado desde criança pelo Glorioso, ele faz de tudo para conciliar as atividades na área de informática na Marinha, com a família e o esporte. “É muita e vontade. Gosto de jogar futebol, sempre gostei. Abracei a Marinha, fiz minha faxina, fiquei até mais tarde, mas sempre joguei meu futebol com muito gosto”, confessou o sargento que está há 16 anos na Marinha e ansioso pelo campeonato.

Nos anos anteriores, Assis acompanhava o Peladão como torcedor, pois ficava pouco tempo na cidade. Agora, como jogador, a situação é diferente. Ele conheceu o presidente do Botafoguenses Apaixonados, Michel Jander, na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), onde fazem o curso de História. E do fato deles torcerem pelo mesmo clube surgiu o convite o sargento conhecer a sede dos apaixonados pela Estrela Solitária.

“É uma sede-família, assisti um jogo com a esposa e filho e a partir daí comecei a frequentar”, lembrou ao acrescentar que tempos depois participou de um torneio entre seis torcidas organizadas do Botafogo na qual os Apaixonados ficaram em 2º lugar. Com a empolgação resolveram montar um time para disputar o maior campeonato de peladas do mundo, mas como o elenco não estava completo, o sargento convidou outros 10 colegas de farda para compor a equipe. “Espero é ganhar experiência. Temos um time bom, mas falta um pouco de entrosamento. E que no ano que vem possamos disputar melhor o campeonato”, adiantou.

Botafoguense desde pequeno e filho de pai botafoguense, Assis repassa para o filho o amor pelo clube, mas esbarra na torcida da esposa, que é flamenguista. “Nos dias de jogo é complicado, fico nervoso porque fico ansioso, mas vamos levando e relevando”, brincou.

Fla e Vasco reforçam

O presidente dos Botafoguenses Apaixonados, Michel Jander, conta que teve a ideia de montar um time no Peladão porque a maioria dos jogadores era “torcedor de sofá” e resolveu colocar a boleirada para jogar, além do objetivo principal que é unir a torcida do Glorioso. Pelo menos 80% dos jogadores torcem para o Botafogo. “Os demais torcem para Vasco, Flamengo e outros times. Foram convidados por outros jogadores nossos”, explicou Jander.

Michel lembra que em janeiro de 2004 fundou a torcida Organizada do Botafogo e nesse ano nasceu a Associação dos Botafoguenses Apaixonados, com aproximadamente 50 associados que se reúnem na sede, que também é um bar do pai de Jander, na comunidade Fazendinha, Zona Norte, durante os jogos do Glorioso. O presidente ressalta que o ambiente é familiar e todos se confraternizam e se divertem durante os jogos. Ele também destaca alguns jogadores como peças importantes para a equipe, como o atacante Wilker de Souza, quem tem a facilidade de dialogar e interagir com o grupo, e o meio campo Ellinaldo Júnior, considerado participativo e motivador do time.