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Comerciantes locais reclamam do apoio da Suframa

O presidente da CDL-Manaus avaliou que os mecanismos de fortalecimento ao comércio não são com fins diretos e se dão apenas pelo trabalho na indústria 28/02/2013 às 13:04
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Comércio de importados já viveu momentos de glória na capital amazonense
acritica.com ---

O comércio de importados já viveu seus dias de glória como um dos braços do modelo Zona Franca de Manaus (ZFM). Hoje, no entanto, se vira com os dividendos do Distrito Industrial. Embora o titular da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) tenha iniciado com uma promessa de fortalecer a aliança da autarquia com o comércio local, empresários desse ramo reclamam que ainda não houve nenhum resultado que impactasse de forma direta no segmento.

Em fevereiro do ano passado, Thomaz Nogueira se reuniu com o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL Manaus), Ralph Assayag, e demais representantes da entidade, na tentativa de “estreitar ainda mais as relações entre as duas instituições”. O “start” foi dado, mas parou pelo meio do caminho. Segundo Assayag, esta foi a única reunião junto ao setor e ainda não existe nenhuma proposta que garanta o desenvolvimento do comércio local. Ele ressalta que a ideia original do modelo era compreender os três polos econômicos: comercial, industrial e agropecuário.

No próprio histórico da Suframa, consta que a ascensão do primeiro se deu até o final da década de 80, enquanto, hoje, o “industrial é considerado a base de sustentação da ZFM”, com aproximadamente 600 indústrias de alta tecnologia. “Apesar de estar dentro do chamado Estatuto da Suframa, a ideia de trabalhar com o comércio também, não existe nada que o beneficie diretamente”, pontuou Assayag.

O presidente da CDL-Manaus avaliou que os mecanismos de fortalecimento ao comércio não são com fins diretos e se dão apenas pelo trabalho na indústria, que garante emprego e, indiretamente, a circulação de capital no mercado local.  Ele diz que uma contribuição da autarquia foi dada apenas em 2009, através de um convênio para treinamento do setor. “Fizemos um projeto dentro de todas as normas colocadas, comprovando todos os treinamentos e definindo as normas para passar no controle de convênios da Suframa. Mas de lá para cá, não houve mais nada”, reclamou.

Integral

Por meio de assessoria, Thomaz Nogueira disse que as parcerias com o setor acontecem por meio de projetos, como os patrocínio a ações de promoção comercial. Ele abordou que o “sucesso do setor comercial, por exemplo, depende de uma população empregada, com renda e, consequentemente, com potencial para o consumo”. Desta forma, segundo ele, embora o comércio não tenha garantido os incentivos fiscais da mesma forma que as indústrias, consegue ser forte e representa uma fatia significativa na arrecadação do Estado, em virtude das 120 mil pessoas empregadas na indústria, que recebem salários em dia para gastar.

Nogueira salientou, ainda,  que os próprios empregos gerados pelo comércio dependem dos de outros setores produtivos. “Seria impossível para o setor prosperar sem uma atividade produtiva forte para sustentar essa massa consumidora”, argumentou.