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Empreendedores encontraram, no Carnaval de Manaus, nicho que vai de encontro ao folião

Um dos exemplos é a grife Aikaz, lançada em 23 de setembro do ano passado, mas criada há 1 ano. Com tecido 100% algodão e aplicação em silk e serigrafia, a marca tem três coleções já lançadas para o segmento 22/01/2016 às 19:10
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Sidney Jr., Emyle Araújo e Bruno Walker exibem produtos criados pela Aikaz, grife de confecções local que apostou em produtos regionais como do mundo do samba
Paulo André Nunes Manaus (AM)

Junte imaginação, criatividade, paixão pela moda e uma boa pitada de ousadia. Acrescente a isso amor e você terá em mãos a oportunidade de vender produtos alusivos ao samba. É o que fizeram alguns empreendedores que, atentos ao nicho de mercado carnavalesco, foram atrás dos sonhos de criar seus próprios negócios e, claro, ganhar uma renda extra.

Com o casal de namorados e microempresários Emyle Araújo e Sidney Jr., a afinidade é tanta que ambos criaram no ano passado a grife Aikaz, que cada vez mais se destaca com confecções que estão virando uma verdadeira febre nos eventos carnavalescos da cidade. Com estilo jovem e casual, a marca aposta em camisas de mangas ou regatas e bonés quer trazem as cores e símbolos das escolas de samba da cidade.

Lançada em 23 de setembro do ano passado, mas criada há 1 ano, a Aikaz já nasceu com perfil sambista e popular. Com tecido 100% algodão e aplicação em silk e serigrafia, a marca tem três coleções já lançadas para o segmento: Basquete (camisetas padrão basquetebol), Fundação (que traz o ano de criação das agremiações) e; Identidade (esta última fazendo um resumo das características básicas de cada escola de samba com a inscrição de quatro palavras).

Atualmente, a Aikaz produz confeccções das escolas de samba Unidos do Alvorada, A Grande Família, Reino Unido da Liberdade, Mocidade Independente da Aparecida, Vitória Régia e Vila da Barra, além de uma parceria com a Banda da Bica.


Os modelos de basquete, regata e feminina custam R$ 40, enquanto que masculino com manga sai a R$ 45 e os bonés estilo beisebol a R$ 70. As camisas alusivas à Banda da Bica, lançadas recentemente, custam R$ 35 a regata e R$ 40 os modelos masculino e feminino de mangas, e estão sendo vendidas exclusivamente no próprio Bar do Armando.

Sem loja física, a Aikaz vende seus produtos por meio da Internet, nas redes sociais Facebook, Instagram e Whatsapp. A grife não trabalha com cartões de crédito: somente à vista. “Há 3 meses nós conseguíamos fazer a entrega em domicílio até o cliente. Hoje, não conseguimos mais: ou as pessoas vêm buscar o produto conosco ou nos encontra nos ensaios das escolas de samba. E ‘bolamos’ um roteirinho semanal onde todo dia vamos à quadra de uma agremiação”, conta a sócio-proprietária.

“A grife surgiu quando conversávamos sobre ideias de empreendedorismo e o que faltava em algumas escolas de samba, que era justamente qualidade e inovação. Tivemos a ideia e a aceitação dos presidentes e diretores das agremiações”, comentou ele. Esse projeto é uma homenagem às escolas de samba de Manaus e aos grandes pavilhões do Amazonas. Gostaríamos de fazer com todas as escolas, mas infelizmente falta mais investimento”, disse Sidney Jr.

A abertura de uma loja física é um dos projetos futuros da rapaziada jovem da Aikaz. Após o Carnaval, os microempresários já estão com duas estampas exclusivas off samba para lançar no mercado. Outro projeto é criar uma linha visando homenagear pessoas da terra e que são conhecidas do público amazonense. Um grande compositor de Parintins e um artista aclamado por várias gerações deverão ser alguns desses homenageados, mas os nomes ainda estão sendo mantidos em segredo, dizem os criadores da grife.

“São figuras que merecem ser homenageadas, eternizadas, em uma camisa de qualidade incrível que você pode usar em qualquer hora, seja pra trabalhar, ir ao shopping, etc”, declarou a jornalista. “Nossa idéia é que as pessoas possam ser a sua escola de samba o ano todo. Não é porque o Carnaval passou que não vou usar mais a minha camisa.

Outra ideia é manter vínculos com movimentos folclóricos como cirandas, quadrilhas, boi-bumbá, etc., valorizando-os. “Esses movimentos folclóricos têm público, mas são totamente esquecidos pelo segmento da moda”, destaca Emyle.

Significado

Curiosamente, o nome Aikaz significa o nome da mãe de Emyle – Zakia – só que ao contrário. A grife tem como mascvote uma a sereia, em alusão ao carinho que a sócia-proprietária Emyle Araújo tem com o mar e a divindade Iemanjá. “Aikaz é moda casual com conceito, preço bom e qualidade”, reforça a fundadora.