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‘Foi muito ruim para os municípios’, reclama Jair Souto sobre investimentos da Suframa

Presidente da AAM Jair Souto admite que falta de recursos é ruim, independentemente da fonte da qual eles provenham 28/02/2013 às 11:06
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“Uma resposta que precisa ser imediata é a efetivação da ampliação da Zona Franca industrial para os municípios da Região Metropolitana.”, diz Jair Souto
acritica.com ---

O presidente da Associação Amazonense de Municípios (AAM), Jair Souto, diz que conhece vários investimento realizados pela Suframa em parceria com as prefeituras do interior do Estado e destaca dois deles como sendo os mais importantes: projetos de desenvolvimento sustentável e formação de mão de obra.  Diz que a ausência de novos investimentos por parte da autarquia impacta de modo ruim, claro, como ocorre com qualquer outra fonte da qual os municípios param de receber recursos financeiros. Souto diz que é uma preocupação da AAM e uma cobrança permanente juntos às autoridades e políticos da bancada federal do Amazonas a liberação por repasses. Confira a seguir a entrevista concedida via e-mail, pois nesta quarta-feira (27), Souto estava em Brasília e não pode atender por telefone a reportagem.

O senhor conhece algum projeto financiado pela Suframa no interior do Estado que deu certo e permanece ativo?

Existem vários, mas destaco dois tipos de investimentos que foram bem aplicados em setores estratégicos que é o desenvolvimento sustentável e a formação de mão-de-obra; o primeiro do município de Manaquiri com a compra de máquinas (trator) e equipamentos agrícolas que estão sendo utilizados na agricultura familiar sustentável de muitas famílias, e o outro em Itacoatiara, a escola de formação de técnicos para a indústria de móveis em parceria com a igreja católica.

O contingenciamento de verbas por parte do Governo Federal é o principal "culpado" nesse processo?

O impacto é o mesmo de qualquer falta de recursos, independentemente da fonte. O contingenciamento de verbas deve ter os seus motivos econômicos, mas para os municípios foi muito ruim sobretudo pela escassez de investimentos privados no interior do Estado. 

Quais as principais necessidades dos municípios do interior que poderiam ser supridas com este retorno do investimento?

A esperança é sempre grande nesse sentido. As necessidades são enormes em quase todas as áreas infraestruturais e estratégicas para o crescimento. A questão da energia, por exemplo, é fundamental por se tratar de um insumo básico para qualquer atividade que gere emprego e renda para a população interiorana. Na logística, então, nem se fala. Somos efetivamente muito carentes. Uma resposta que precisa ser imediata é a efetivação da ampliação da Zona Franca industrial para os municípios da Região Metropolitana de Manaus (RMM) com o seu parque fabril gerando os empregos e renda necessários para o desenvolvimento descentralizado que hoje faz de Manaus uma cidade-Estado.

A Associação Amazonense dos Municípios tem feito alguma ação para que os projetos do interior recebam repasses, seja da Suframa ou de emendas parlamentares?

Faz parte da pauta permanente da Associação dos Municípios a liberação desses repasses. Em todas as marchas de prefeitos à Brasília, desde o governo Lula, tem sido feita essas reivindicações. A bancada do Amazonas é testemunha de todo o nosso esforço. Agora mesmo em janeiro, no primeiro encontro nacional de prefeitos e prefeitas com o Governo Federal foi apresentada um carta com a lista de nossas maiores necessidades. Quanto às emendas individuais ou de bancada, temos conseguido importantes vitórias, com destaque para as emendas destinadas ao problema das cheias e aos projetos de aterros sanitários.