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Entrevista Fernando Pimentel

Ministro Fernando Pimentel fala a respeito da Zona Franca de Manaus

Em entrevista exclusiva ao Jornal A Crítica, Fernando Pimentel diz o que pensa sobre o modelo de desenvolvimento amazonense 28/02/2013 às 09:55
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Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel diz o que pensa a respeito da ZFM
Jornal ACRITICA ---

“Ao fechar 2012 com um faturamento de R$ 73 bilhões e crescimento de 6,39% em relação ao ano anterior, o Polo Industrial de Manaus (PIM), sob a coordenação da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), confirma sua posição de destaque na economia brasileira. A despeito da crise econômica internacional e das dificuldades enfrentadas por alguns segmentos, como o de duas rodas, as aproximadamente 600 empresas instaladas na região foram responsáveis pela geração de mais de 120 mil empregos, a maior quantidade já registrada em sua história”.

A declaração é do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio “MDIC), Fernando Pimentel, o qual foi provocado pelo A CRÍTICA a escrever um texto a respeito daquilo que pensa sobre a Zona Franca de Manaus, modelo que hoje completa 46 anos.

Para o ministro, “os números expressivos confirmam o acerto das medidas do Plano Brasil Maior colocadas em prática nos últimos meses para fortalecimento da indústria e que permitiram um ano de recordes na produção de televisores, aparelhos telefônicos, bicicletas, splits, celulares, tablets e videogames. O grande destaque no ano foi o setor de bens de informática, que cresceu 26% em 2012, frente o ano anterior, passando a representar 11,6% de todo o faturamento do Polo Industrial”, afirma Pimentel.

Segundo ele, os bens de informática produzidos na Zona Franca de Manaus podem ser encontrados em todas as regiões do Brasil e ainda são exportados para diversos países – as vendas externas do Estado do Amazonas chegaram a aproximadamente US$ 1 bilhão em 2012. “Os principais produtos exportados foram preparação para elaboração de bebidas, motocicletas, telefones celulares, aparelhos e lâminas de barbear”, destacou.

Para o ministro, que não veio a Manaus participar da solenidade de comemoração dos 46 anos da Zona Franca de Manaus, o  papel desempenhado pela Suframa no que tange ao modelo ZFM tem sido fundamental nesse processo de crescimento e divulgação do Polo Industrial. “Vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a autarquia vem contribuindo para promover e identificar oportunidades na região, além de participar de feiras e realizar eventos como a Feira Internacional da Amazônia (FIAM), com o objetivo de atrair investimentos”, ressaltou Pimentel.

O ministro destacou, ainda, que as ações desenvolvidas pela Suframa refletem a política do governo brasileiro para desenvolvimento econômico e social da Região Amazônica, com respeito à sustentabilidade. “Buscamos a geração de empregos e a melhora da qualidade de vida da população local a partir de investimentos que incentivem a inovação e a capacitação cientifica e tecnológica, mas que respeitem e preservem a floresta”, disse Pimentel, o qual fez questão de conectar os efeitos positivos do Plano Brasil Maior, lançado em 2011, sobre o modelo ZFM.  “Lançado em 2011, o Plano Brasil Maior teve impacto positivamente sobre o modelo Zona Franca de Manaus. As empresas da região foram beneficiadas com medidas de desoneração tributária, financiamento e garantias das exportações, defesa comercial, incentivos à cadeia produtiva e estímulos ao investimento e à inovação”, asseverou.

Outro aspecto levado em conta por Pimentel, ao discorrer sobre a ZFM, diz respeito à reformulação e atualização de Processos Produtivos Básicos (PPBs), assegurando que essa medida também vem contribuindo para facilitar a ação das empresas que investem na região, com benefícios tributários. “Outras medidas de apoio ao desenvolvimento produtivo que já foram ou estão sendo implantadas são a redução da taxa de juros, a redução do custo de energia elétrica e os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)”, pontuou o ministro.

Por fim, Pimentel assegurou que não basta o que já foi feito pelo fortalecimento da ZFM, que demanda atenção constante no que tange aos desafios externos e internos. “Muito tem sido feito, mas precisamos continuar atentos. Além dos desafios impostos pela crise econômica mundial, há problemas localizados, em segmentos importantes afetados pela competitividade, pela verticalização e pela evolução tecnológica. Os resultados positivos de 2012, porém, nos dão a garantia de que estamos no caminho certo”, afirmou Pimentel.