Publicidade
Carnaval
Homenagens a medalhões do Garantido

Personagens que fazem parte do centenário do Vermelho

Homens e mulhers que são a própria história viva do boi vermelho e branco receberam homenagens durante festa em Manaus 18/03/2013 às 16:32
Show 1
Aos 75, Nelson Bulcão é vitalidade
Nelson Brilhante Manaus

Cem anos não são cem dias e nem foram feitos por apenas cem pessoas. Principalmente quando falamos da instituição Garantido que, sem nenhuma pretensão, nasceu, cresceu e ganhou o mundo, valendo-se apenas de um mosaico costurado, ano após ano, pela paixão individual de poucos, que viraram milhares. O símbolo maior da nação vermelha e branca teve um criador, mas nunca se permitiu ter um dono. Talvez por isso o “boizinho Curuatá” (primeiro nome) escapou dos domínios de Lindolfo Monteverde e saiu por aí, impregnando e “roubando corações” de  todas as raças, cores e nações.

Maior pecado que não lembrar quem deu os primeiros passos nesta estrada centenária seria tentar relacionar todos os que compuseram essa gigantesca coxa de retalhos que se transformou numa avassaladora fábrica de emoções.

Entretanto, com a permissão do saudoso Lindolfo Monteverde, cantador que impressionava pela potência da voz, mas não podemos ignorar a contribuição de alguns “contaminados pelo vermelho” que estão cruzando a linha de chegada dos primeiros 100 anos de Garantido.


Filhos de Lindolfo, Maria do Carmo, 74, e João Batista Monteverde, 72, não apenas viram (literalmente) de perto, como ajudaram a construir esta história. E o que dizer de Nelson “Baixinho” Bulcão, que do alto de seus 75 anos, se sustenta como o mais antigo compositor e intérprete do boi, ainda vivo? Inconfundível compositor, Emerson Maia é a prova maior de que seu pai, Antônio, estava certo em patrocinar e até presidir o boizinho da Baixa. Pela linha de produção criativa, iniciada pelo próprio Lindolfo, passaram feras como Mestre Ambrósio, Nelson Bulcão, Vavazinho, Braulino, Emerson Maia, Chico da Silva, Tadeu Garcia, Paulinho Du Sagrado, Inaldo Medeiros, e pode enfileirar.


Mas, no tapete vermelho da criatividade, ninguém pisa primeiro que Jair Mendes, o revolucionário que tornou a brincadeira em coisa séria e deslumbrante. Quando a tecnologia ainda estava a caminho, o mágico das transformações deu movimento às figuras do boi, novidade que o famoso Carnaval do Rio só iria sentir o gostinho muitos anos depois. E só, graças a um “caboco” da Ilha.


Outra época vitoriosa do centenário foi sob a direção da Família Faria, comandada por José Pedro e Maria Ângela. De lá, o boi herdou dois ícones: Zezinho, um tipo “faz tudo”, e Paulinho Faria, 24 títulos em 26 festivais como apresentador.