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Retratando a fé ribeirinha e história da Amazônia, Garantido abre segundo dia do Festival

O tema central também abordou a questão da fé ribeirinha, onde tanto a igreja quanto o trabalho das benzedeiras (mulheres que curaram pessoas com plantas medicinais) foram lembradas nas alegorias 29/06/2014 às 01:47
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Garantido anima segunda noite do Festival
Kelly Melo Parintins (AM)

Na segunda noite do 49º  Festival Folclórico de Parintins, a abertura ficou por conta da boi-bumbá Garantido, que mais uma vez apresentou um espetáculo compacto e rico em composição. No inicio o Vermelho e Branco veio com alegorias tímidas, mas fechou com chave de  ouro o que fez a Galera explodir e cantar junto com o levantador Sebastião Júnior.

Na segunda noite, o Vermelho e Branco homenageou os índios e a história de Parintins, contanto desde a  Parintintin (tribo que deu origem ao nome do município) até as tribos tupinambás, que deram a Parintins o nome de Ilha Tupinambarana.

O tema central também abordou a questão da fé ribeirinha, onde tanto a igreja quanto o trabalho das benzedeiras (mulheres que curaram pessoas com plantas medicinais) foram lembradas nas alegorias.

Os itens Sinhazinha da Fazenda,  defendido  por Ana Luisa Faria, o Boi Bumbá e a Porta Estandarte, Verena Ferreira,  apareceram logo no começo em  pequenos carros alegóricos com guindastes  e abrilhantaram a festa.


Já a Cunhã Poranga, Tatiane Barros, surgiu da boca de uma cobra gigante de 65 metros, que fumegava e que representou a lenda amazônica Fera de Fogo. A proposta do Bumbá era, inclusive, que a cobra desse uma volta no Bumbódromo, mas por questão de segurança, isso não ocorreu. “Deu um problema no eixo da alegoria e preferimos  não arriscar. Fizemos a soda dura e seca, para segurá-la  e manter a posição. Nós optamos por não brincar com a segurança do público, principalmente da Batucada, porque a cobra iria passar por cima de 400 pessoas. De repente um acidente poderia acontecer causando um estrago inestimável na história do Garantido, então, nós preferimos não correr esse risco“, explicou a assessoria de imprensa do Boi da Baixa do São José.

Mais tarde, da alegoria que representou as mulheres benzedeiras parintinenses,  surgiu a Rainha do Folclore, Patrícia de Góes.  Ela saiu da cabeça de uma árvore com rosto de mulher e foi resgatada por um pássaro para ser posta no chão e concluir a sua evolução. 

Sebastião Júnior também emocionou a Galera quando cantou e tocou a toada “Geração Garantido”. Em seguida,  a Galera chegou a fazer até uma capela, o que fez os torcedores ficarem ainda mais animados.

Mas a surpresa da noite ficou para o final da apresentação, com a encenação do ritual indígena “Kupen Diepes”, que fala da tribo Apinajé que foi tomada por índios-vampiros que invadiram a aldeia e  que levaram a Cunhã Poranga como escrava. Aos poucos, os monstros foram se levantando e do alto surgiu o Pajé André Nascimento. Ao som de chocalhos e tambores, e dançando e cantando, o Pajé solicitou labaredas de fogo  do sol para benzer as flechas dos guerreiros apinajé e libertou a índia mais bela da tribo. O Garantido encerrou a apresentação faltando apenas dois minutos para concluir o tempo de 2h30.

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