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Trabalhadores autônomos dizem como enxergam o modelo da ZFM

Para boa parte da população amazonensel tanto faz que o modelo da Zona Franca exista, afinal, dele cultivam apenas uma visão superficial estimulada sobretudo pelas reportagens veiculadas nos meios de comunicação 28/02/2013 às 12:39
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A equipe do A CRITICA foi às ruas do Centro da cidade para conversar com os cidadãos sobre a visão deles da ZFM
ACRITICA.COM ---

O modelo Zona Franca de Manaus está completando 46 anos e é o principal motor da economia do Estado. A nomenclatura é conhecida internacionalmente, assim como o desenho estilizado de uma garça em pleno vôo, presente em todos os bens produzidos no POlo Industrial.

No entanto, para uma parcela expressiva da população local tanto faz que o modelo exista. Afinal, dele cultivam apenas uma visão superficial estimulada sobretudo pelas reportagens veiculadas nos meios de comunicação, jornal e televisão sobretudo.

Durante a composição deste caderno, a A CRITICA foi às ruas do Centro da cidade para conversar com cidadãos comuns e tentar decifrar a visão deles sobre a ZFM, quando então percebeu que há muito por ser feito no sentido de conectar o modelo efetivamente ao cotidiano dos amazonenses.

O mototaxista Edelton Vieira, 39, por exemplo, até tentou exibir um discurso “bonito” em relação à ZFM, mas ficou nisso.  “A Zona Franca é um polo industrial que gera renda para o Estado do Amazonas”, disse, sem fazer referência aos outros dois braços do modelo: o comercial e o agropecuário.

Vieira já trabalhou três anos em uma grande empresa de injeção plástica do Distrito Industrial e reconheceu ainda que a ZFM permanece exercendo influência sobre a profissão atual. “As indústrias daqui produzem material que eu uso no dia-a-dia. As peças da moto, luva, capacete. Então acho que é muito importante a existência para nós da Zona Franca”, emendou o mototaxista.

Já o servente Ari Júnior, 30, preferiu confessar que não conhece o modelo. Mesmo assim, como quem intuísse a importância da ZFM para a economia amazonense, fez o seguinte comentário: “A Zona Franca gera uma renda muito grande para o Estado. Ela é essencial para o desenvolvimento do Amazonas. E fico muito orgulhoso por ter algo desse nível na cidade. Podemos comprar geladeiras, televisões, e diversos outros produtos com um preço mais em conta”, disse.

Para o carpinteiro José Augusto, 48, A Zona Franca de Manaus se resume ao Distrito Industrial, local por onde trabalhou nos anos 90. “Muita coisa produzida aqui gera renda para o Amazonas. Isso é bom para o crescimento”, disse laconicamente o carpinteiro.

Zona franca de fato

Nascido em São Paulo, mas morando em Manaus há seis anos, o técnico em transações imobiliárias, Vitório Vidal, 53, acredita que o modelo empregado no Amazonas não é uma Zona Franca de fato. “O que existem aqui são fábricas subsidiadas com isenções de impostos. Os produtos não são mais baratos, como acontece por exemplo em Margarita. Zona Franca de Manaus é só o nome. Mas é preciso reconhecer que a cidade não seria do tamanho que é, se este projeto não tivesse sido aplicado por aqui”, garante.

Morando em Manaus há um mês, o carioca Anderson Souza, 23, disse que ainda não conseguiu perceber o impacto da ZFM na vida dos amazonenses. Mas que sempre ouviu boas referências sobre o projeto. “Sempre ouvir falar que aqui é um lugar onde existe bastante emprego por conta da Zona Franca”, contou o estudante.