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Esportes
Barezão Feminino

3B e Iranduba iniciam luta pelo título do Barezão Feminino 2017 neste sábado (4)

Primeira batalha da grande final do mais disputado Campeonato Amazonense Feminino de futebol de todos os tempos põe em campo as maiores goleadoras da última década do torneio no estádio da Colina 04/11/2017 às 10:27
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Feras da Amazônia e Guerreiras do Hulk travam primeiro duelo pela taça do Barezão (Foto: Antônio Lima)
Denir Simplício Manaus (AM)

Inicia hoje, às 17h30, no estádio Ismael Benigno, a Colina, o que podemos chamar de a “Batalha da Década” do futebol feminino do Amazonas. Com transmissão ao vivo pela Rede TV! Manaus - veículo integrante da Rede Calderaro de Comunicação -, 3B da Amazônia e Iranduba duelam pela primeira final do Barezão feminino mais disputado dos últimos anos.

De um lado, as “Feras da Amazônia”, do técnico Marcelo Tchelo e do polêmico presidente Bosco Brasil Bindá, que seguem como a única equipe invicta da competição.

Do outro, as Guerreiras do Hulk, do treinador Adilson Galdino e da craque Andressinha, que chegou direto da Seleção Brasileira para ajudar o Iranduba manter a hegemonia no futebol feminino no Amazonas.

As campanhas

Com ataques avassaladores, 3B e Iranduba se destacaram no campeonato pelas goleadas espetaculares. A Fera, por exemplo, aplicou incríveis 29 a 0 sobre o São Raimundo. O Hulk não deixou por menos e enfiou 30 gols na equipe do Tufão da Colina nos dois duelos no torneio (18 a 0 e 12 a 0).

Com 51 gols marcados até aqui na competição -  média de 8,5 gols por jogo -, o Iranduba tem o ataque mais destruidor do Barezão Feminino. Já o 3B segue na cola do Hulk, com 46 tentos - média de 7,6 gols por partida - anotados no campeonato deste ano.

As Feras prometem dar trabalho ao Hulk (Foto: Evandro Seixas)

Se o ataque das finalistas é de impressionar, as defesas de ambos não fica por baixo. O Hulk tomou apenas 3 gols na competição, enquanto o 3B foi vazado em apenas duas oportunidades sendo a melhor defesa de todo o torneio.

Duelo direto

No único confronto direto entre os mais novos rivais do futebol feminino do Estado deu 3B, por 1 a 0, na inesquecível  “Guerra do Abacaxi”. De lá pra cá,  o Hulk só se fortaleceu com as contratações de Renata Costa, Mayara Bordin, Bruna Benites e Andressinha, todas jogadoras de Seleção Brasileira principal.

No 3B a situação é inversa. Com elenco reduzido e atletas lesionadas, a Fera se superou contra o Penarol para chegar à decisão, enquanto o Hulk passeou sobre o  São Raimundo nas duas partidas das semis.

“Nossa equipe melhorou bastante desde quando cheguei. A equipe tem uma postura diferente, principalmente com as atletas que chegaram. No primeiro jogo, em que tivemos nossa estreia, para esse momento atual é notória que nossa equipe tem uma postura diferente”, pontuou Adilson Galdino.

“Esse campeonato está sendo um campeonato de superação. Pra gente, desde o começo, não foi fácil e  aprendemos que todo jogo temos de matar um leão”, disse Marcelo Tchelo.

3B em busca de "matar mais um leão"

No 3B, segue a rotina de problemas. Giovanna e Nate Pitbull seguem fora de combate e Carla, Bianca e Duda estão jogando do sacrifício. No entanto, a Fera pode ganhar o retorno de Brenda, expulsa na primeira semifinal contra o Penarol.

Desde o duelo em Itacoatiara, a ordem no 3B é recuperar ao máximo a equipe, que vem se superando a cada partida. Único time no Barezão que não tomou gol do Hulk, o 3B, da zagueira Ingryd, sabe que o Iranduba mudou muito desde a vitória na estreia do campeonato.

O 3B vem se superando a cada partida (Foto: Denir Simplício)

“Será um jogo de análise para as duas equipes. Ambas tiveram modificações na sua estrutura”, avalia Ingryd enfatizando que a craque Andressinha não será a única preocupação na partida. “Sabemos que ela tem qualidade, porém, não vamos para o jogo com o foco nela somente, e sim no todo do Iranduba”, disse. 

O único treinamento comandado por Marcelo Tchelo visando a final ocorreu ontem pela manhã. “O que me preocupa é  lidar com essas dificuldades de poucas meninas em condições de jogo. De ter de ficar dosando e recuperando atletas. Já o Iranduba é um time que se reforçou , tem banco de reservas, e a gente tem as mesmas dificuldades”, pontuou o treinador do 3B.

Iranduba busca manter hegemonia

Ao contrário do adversário, o Iranduba vem pro primeiro duelo das finais do Barezão Feminino com elenco descansado e repleto de opções no banco de reservas. 
Primeira contratada da leva de jogadoras de Seleção Brasileira, a volante Mayara Bordin não pode atuar contra o 3B, na abertura do campeonato e, da arquibancada viu o Hulk perder na estreia. Adaptada na nova casa, Mayara espera jogo duro hoje na Colina.

Andressinha pode ser trunfo do Hulk nas finais (Foto: Antônio Lima)

“Sem dúvidas será a partida mais difícil desde que cheguei. Espero que nossa equipe consiga por em prática tudo que temos feito nos treinamentos até aqui”, disse Mayara apontando o caminho pras Guerreiras do Hulk saírem na frente na decisão. “Jogos difíceis são decididos em detalhes, e espero que estejamos atentas a todos os detalhes possíveis pra que possamos sair com vantagem nesse primeiro jogo”, disse.

O mesmo pensamento tem o técnico Adilson Galdino. “Final de campeonato não tem favoritismo. Esperamos que as meninas estejam num bom momento emocional e com bastante aplicação. Principalmente na disciplina tática pra que a gente possa superar nosso adversário”, disse o técnico do Hulk.

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