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A bela mutante: amazonense Lívia Maia Mendonça prova que é fera em qualquer modalidade

A atleta já praticou ginástica rítmica, vôlei e agora treina, compete e está, literalmente, arrebentando nas artes marciais. O muay thai e o jiu-jitsu são as modalidades que a moça está arriscando atualmente 30/11/2015 às 11:57
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Lívia Maia depois de passar pela ginástica rítmica e pelo vôlei, agora arrisca nas artes marciais.
Lorenna Serrão Manaus

CONFIRA O VÍDEO DO TREINO DE LÍVIA MAIA

Na infância, Lívia Maia Mendonça mostrou toda a sua elasticidade na ginástica rítmica, modalidade praticada também pela mãe e pela irmã mais nova. Na adolescência, ela resolveu seguir os passos do pai e do irmão mais velho, e passou a brilhar nas quadras de voleibol, esporte em que conquistou muitos títulos. Mas agora, aos 24 anos, a atleta descobriu uma nova paixão e foi literalmente à luta para viver novas emoções e provar que o esporte e a vontade de vencer desafios está no sangue.

Há pouco mais de um ano, Lívia trocou as quadras de vôlei pelo ringue de muay thai. No início, ela foi apenas para acompanhar uma amiga, que queria perder peso e definir o corpo, mas no meio do caminho surgiu a oportunidade de praticar pra valer a arte marcial tailandesa e ela, claro, não desperdiçou.

“Comecei a praticar o muay thai sem nenhuma pretensão, mas os dias foram passando e comecei a perceber que não queria treinar só por treinar. Aí o Dindô (professor da academia) perguntou se eu não queria lutar e eu disse que sim. Foi aí que eu comecei a competir”, lembra a atleta, que até agora tem duas lutas e duas vitórias no muay thai (uma em dezembro do ano passado e outra em setembro deste ano).

E ela foi além, depois de sair ilesa dos ringues de muay thai, no início deste ano, decidiu se dedicar também ao jiu-jitsu. E mais uma vez, não decepcionou. Há duas semanas, em sua estreia em uma disputa da modalidade, Lívia conquistou o título de campeã da Copa Cidade de Manaus de Jiu-Jitsu.


“Em janeiro, fui chamada pelos professores de jiu-jitsu pra começar a praticar, acho que eles sabiam que eu ia me dedicar e logo começar a competir também, e como eu achava os movimentos interessantes, resolvi começar e fui me dando bem”, contou.

Paixão pelo vôlei continua

Mas engana-se quem pensa que ela desistiu do vôlei. Apesar de todo sucesso nas artes marciais, Lívia garante que pretende, muito em breve, voltar a treinar e até a participar de novas competições de voleibol.

“Tenho saudades do vôlei e não quero deixar de lado porque foi meu esporte por mais de 10 anos. Mas sei que vai ser bem difícil conciliar os três (vôlei, muay thai e jiu-jitsu). Na verdade, o que quero é de vez em quando ou quando tiver tempo, tentar treinar pra voltar a participar dos campeonatos ano que vem”, declarou Lívia, que joga como ponteira.

Sobre o esporte praticado na infância, a irmã de Bianca Maia Mendonça – ginasta que fez história ao conquistar três medalhas de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, no México – revela que não tinha potencial necessário para a prática da modalidade.


“Eu treinava com a minha irmã e minha mãe era a nossa técnica, mas ela sabia que eu teria que me esforçar muito para conseguir seguir a carreira na ginástica. Porque eu gostava mesmo de correr e foi por causa disso que fui chamada para fazer um teste na equipe de voleibol da minha escola. Apesar de ser o esporte do meu pai, ele não me influenciou e até ficou surpreso quando eu disse que ia começar a treinar”, contou.

Lívia Maia Mendonça é a prova viva de que os atletas são realmente diferenciados. E que talento e bons exemplos são importantes, mas é a disciplina e a força de vontade que são essenciais na hora de enfrentar e vencer os desafios.

“Acho que não tenho como escolher um esporte favorito. Até porque a elasticidade da ginástica me ajuda nos treinos de muay thai. E por conta dos saques no vôlei, meus braços ficaram mais fortes e isso é bom tanto para o muay thai, como para o jiu-jitsu. Ainda sobre a preferência, talvez o muay thai, hoje, esteja um pouco a frente, mas o fato é que me dedico para melhorar cada vez mais e competir”, concluiu.