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FUTEBOL DE MESA

Modalidade de três toques volta ao Futebol de Mesa amazonense

Conheça a regra dos três toques, que era jogada em Manaus entre o final dos anos 1970 e nos anos 1980. Agora ela está de volta 13/09/2017 às 08:54
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Antigos e novos jogadores de Futebol de Mesa estão jogando a regra dos três toques, e competindo a Copa José Carlos Mattos de trêss toques. Fotos: Antônio Lima
Jéssica Santos Manaus - AM

Um belo resgate está sendo feito no futebol de mesa amazonense. É a regra dos três toques, uma das primeiras regras jogadas em Manaus, que está voltando, e para ficar. “A Confederação de Futebol de Mesa tem a intenção de resgatar núcleos que deixaram de jogar a regra dos três toques, para que retornem a jogar”, disse o botonista Winnetou Almeida.

E foi com o grande apoio da Confederação Brasileira de Futebol de Mesa (CBFM), que os botonistas puderam voltar a jogar a regra dos três toques em Manaus. Isso porque o vice-presidente da Confederação, Bruno Machado, enviou para Manaus, mesas e materiais próprios da regra de três toques, que tornaram possível o retorno da modalidade na cidade. “Descobriram, através de súmulas, que jogávamos a regra dos três toques em Manaus, antigamente. Entraram em contato comigo perguntando se tínhamos interesse em voltar a jogar e topamos o desafio. Quando eu disse que não tínhamos recursos, disseram que iriam nos enviar todo o material necessário, e quando começaram a chegar as coisas aqui para a gente, nem acreditamos”, disse Winnetou.

Agora, os amazonenses estão de volta ao jogo, com a disputa do Copa José Carlos Mattos de três toques. “A maioria de nós, botonistas do Amazonas, joga pela regra dos 12 toques, mas agora estamos trazendo de volta a regra dos três toques - jogada em Manaus nos anos 1980 - e, com esse campeonato, homenageamos José Carlos Mattos, que foi quem trouxe a regra para cá em 1978”, explica Winnetou.

Hoje, a regra dos três toques está dando muito certo em Manaus, contando com o retorno de vários atletas do passado, incluindo Lioney Cabral, Sérgio Luiz e Alex Jota, jogadores da regra na década de 1980, que retornaram junto com jogadores novatos, que jogavam apenas a regra dos 12 toques. “Essa modalidade foi muito praticada no passado, por todas as faixas etárias, acabou sendo esquecida, mas agora estamos retomando, e, para mim, isso é muito prazeroso, pois considero a regra de três toques a que mais aproxima o jogador da paixão do futebol, e a que mais exige estratégia também, mais do que técnica”, disse o botonista Lioney Cabral.

Quem também se animou e voltou a jogar foi o botonista Sérgio Luiz, que assim como Lioney, jogava a regra nos anos 1980. “Eu competia aqui, e disputei seis campeonatos fora do Estado também, mas parei, e agora retornei, por acaso. Só ia colaborar com o retorno dos três toques, mas acabei voltando a jogar também”, disse Sérgio.


Futuro do futmesa
Miguel Marialva, presidente da Associação manauara de futebol de mesa – Amfm, falou sobre o retorno da modalidade dos três toques ao Estado, e sobre os planos da federação para o futuro. “Esse retorno dos 3 toques se deve ao destaque do Estado na regra dos 12 toques. Agora também queremos voltar com a regra do Dadinho, e ficar com três modalidades no Estado. É muito legal para nos abrir um leque de oportunidades e nos projetar no cenário nacional”.

Existem várias regras no futebol de mesa, mas a dos 3 toques é a mais próxima do futebol.

Na regra dos três toques, a mais próxima do futebol, cada partida tem duração de 40 minutos, com 2 tempos de 20 minutos, e intervalo de 5 minutos entre eles. Estando um jogador com a posse de bola, ele terá direito a um limite coletivo de 3 toques, sendo que no segundo lance deverá passar a bola a outro botão, para ter direito ao 3º toque. O chute a gol só é permitido quando seu primeiro lance for executado no campo de ataque. Uma das diferenças mais interessantes entre a regra dos 12 toques para a dos 3 toques é que na última é permitida a comemoração de gol ou defesa. "Considero a regra de três toques a que mais aproxima o jogador da paixão do futebol, e a que mais exige estratégia, mais do que exige técnica", afirma o botonista Lioney Cabral.