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‘Minha carreira não acabou’, diz lutador Adriano Martins, ex-UFC

Dispensado do UFC no último dia 15 de novembro, o lutador amazonense Adriano Martins concedeu entrevista ao portal acritica.com na qual falou sobre o seu futuro no MMA 04/01/2018 às 14:28 - Atualizado em 05/01/2018 às 09:34
Show adriano
Lutador amazonense deve anunciar em breve sua participação em novo evento
Leanderson Lima Manaus (AM)

No último dia 15 de novembro o UFC anunciou a demissão de cinco atletas que não vinham de bons resultados dentro do cage. Na lista de dispensa da organização mais poderosa do MMA mundial constavam nomes como Hacran Dias, Henrique Frankenstein, Carlos Boi. Nem mesmo o lendário lutador japonês Takanori Gomi – que fez muito sucesso no extinto Pride – escapou do “facão” de Dana White. Mas de todas as demissões, a mais sentida pela torcida amazonense foi a de Adriano Martins. Vindo de algumas lesões e duas derrotas seguidas no evento, o lutador de 35 anos acabou desligado da organização.

Depois de um período de silêncio, o lutador amazonense concedeu  entrevista, na qual falou sobre os próximos passos de sua carreira, bem como a passagem pelo Ultimate. De cara ele mandou um aviso: “minha carreira não acabou”. 

Adriano, como foi que você recebeu a notícia do seu desligamento do UFC?

Bom, eu pensei nessa possibilidade (de ser demitido), mas acreditei que levariam em conta meu currículo de atleta e minhas performances anteriores já que vinha de lesões consecutivas. Mas pelas características do evento não foi muito inesperado.

Você teve muitos problemas com lesões nos últimos tempos. Não acha que faltou uma avaliação melhor – mais humana - por parte da organização, que levasse isso em conta?

Quanto a avaliação deles penso que poderia ser um pouco mais humano, sim... Mas para eles é só business. Eles não estão preocupados, pensam apenas no lucro deles. É uma empresa.

Como foi a experiência dentro do UFC?

Foi ótima, mudei minha vida, da minha família, só fez me engrandecer como atleta.

Se você estivesse começando hoje na organização, que coisas você faria e que coisas você não faria?

Eu nunca sairia falando besteira por aí... Por conta de audiência. Não lutaria sob pressão, lesionado. O que eu faria? Me cuidaria muito mais para ter ficado menos tempo lesionado ou não ter lesionado e ter lutado muito mais.

Na época do Pride a gente tinha um evento no Japão, que era gigantesco, e o tinha o UFC dominando o mercado norte-americano. Com a compra dos shows pela Zuffa, o UFC, hoje, praticamente forma um “monopólio” em escala global. Até que ponto você acha que isso pode prejudicar os atletas, já que não existem muitos eventos equiparados ao UFC, hoje em dia?

É ruim para o atleta porque ele fica sujeito a organização e acaba sendo vendido muito barato quando falamos de um trabalho que exigi que você esteja 100% de corpo e mente, e ainda tem data de validade menor que outras profissões. O atleta acaba aceitando acreditando em um sonho que não existe. Mas existe muitos eventos bons, porém o que traz maior mídia é o UFC.

Existe muitas queixas que dizem respeito ao fato de o UFC hoje ser um negócio muito mais midiático, ter esse lado mais “show” do que esporte de combate propriamente dito. Hoje tem muito esse negócio do falastrão, de criar manchete, falar bobagem. Isso de alguma forma não desvirtua o espírito esportivo do MMA ou você acha que faz parte do jogo? 

Sempre treinei arte marcial. Aprendi a lutar, não xingar. Os principais mandamentos da luta são: respeito, disciplina, honra, humildade, determinação, persistência entre outros...

Quais serão seus próximos passos daqui pra frente? Você já tem algum evento em mente?

Minha carreira não acabou. Já recebemos algumas propostas e estamos aguardando, analisando para fazer a melhor escolha.

Você vai seguir morando nos EUA? Como está sendo a experiência de viver em outro País?

Vamos continuar morando nos EUA. É muito bom morar aqui, a única coisa que é difícil é a saudade dos familiares. Fora isso, estamos bem adaptados.

Como funciona o mercado da luta aí na Terra do Tio Sam? Dá pra ganhar um bom dinheiro?

Mercado de trabalho aqui é mais amplo que no Brasil e dá para ganhar algum dinheiro.

Para finalizar gostaria que você deixasse uma mensagem para os teus fãs, aqui em Manaus, que com certeza esperam o seu retorno ao cage o quanto antes.

Primeiro agradeço a todos pela torcida e pedir que continue torcendo que 2018 será um ano cheio de lutas e vitórias! Nunca esquecendo que Jesus é o provedor de todas as coisas, que sem Ele não somos nada. Quero aproveitar para agradecer meus patrocinadores: Programa Josué Neto, América Top Team, UUp comunicações, Dr. Gimy Sales. Valeu!