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Almanaque das Olimpíadas: China e os jogos olímpicos de 2008

Conheça um pouco mais da histórias das olimpíadas. China abre as portas para o mundo e mostra sua força competitiva e belezas arquitetônicas 23/07/2012 às 08:29
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Olimpíadas China 2008
André Viana Manaus (AM)

Um em cada cinco habitantes do planeta é chinês. E foi de olho neste mercado que o Comitê Olímpico Internacional (COI) decidiu levar a 26ª edição da Olimpíada para Pequim, em 2008. A escolha provocou protesto de diversos países do mundo ocidental. Embora próspera, a China ainda mantém um regime político fechado com violação aos direitos civis. Mas, durante 17 dias, a segunda maior potência econômica do mundo fez valer o slogan escolhido pelo comitê organizador dos jogos “Um Mundo, Um Sonho”. E foi um sonho inesquecível. A começar pela belíssima cerimônia de abertura realizada no Estádio Olímpico “Ninho do Pássaro”. A festa mostrou parte da cultura milenar chinesa. Com a coreografia milimetricamente planejada de milhares de bailarinos, a abertura aconteceu às 8 horas, 8 minutos e 8 segundos do dia 08/08/08 propositalmente. Supersticiosos, os chineses têm obsessão por este número, que para eles significa sorte.

A China não economizou investimento na infra-estrutura, na segurança e no crescimento esportivo de seus atletas. Sediar não bastava, ela queria vencer. E conseguiu com sobras nas três frentes. O protagonismo, no entanto, não impediu que outras estrelas brilhassem. No Ninho do Pássaro, onde o jamaicano Usain Bolt fez história, conquistando três medalhas de ouro, a saltadora Maurren Maggi entrou para a história do atletismo brasileiro, ao conquistar o primeiro ouro olímpico verde amarelo individual feminino. No Cubo de Gelo - local das competições aquáticas - o norte-americano Michael Phelps quebrou recordes atrás de recordes e superou o feito de seu compatriota Mark Spitz, em Munique 1972, ao voltar para casa com oito medalhas douradas. Não foi só Phelps que brilhou no “Cubo” - o brasileiro Cesar Cielo também, ao conquistar o primeiro ouro do País na natação olímpica.

 Sem economia

 Oficialmente, o governo chinês declarou que o evento custou aos cofres públicos mais de 42 bilhões de dólares em 37 locais de competição - 12 deles construídos especialmente para os jogos. Para solucionar os problemas caóticos do transito de Pequim, a cidade adotou um sistema de rodízio de automóveis. O metrô da capital chinesa foi ampliado e um novo e moderno aeroporto foi construído.

Como todo bom anfitrião, que banca uma festa tão bonita aos convidados, a China teve como objetivo reluzir intensamente. E foi isso que aconteceu. Organizada ao extremo, e com material humano de sobra, a China elaborou um programa de mais de uma década para revelar atletas em esportes que mais distribuem medalhas olímpicas. Esportes cujo país não tinha tradição alguma, como esgrima, boxe, remo e ginástica, entre outros. Deu certo. A China venceu de lavada a disputa travada com os Estados Unidos pelo primeiro lugar no quadro de medalhas (51 contra 36 ouros), impondo a primeira derrota a maior potência olímpica do mundo desde que os boicotes aos jogos deixaram de acontecer (em Barcelona, 1992).

A China fez valer a mensagem cifrada composta na junção da primeira letra dos nomes de suas cinco mascotes (Beibei, Jingjing, Huanhuan, Yinging e Nini): Pequim recebe você.

Na próxima sexta-feira, será a fez de Londres receber o mundo e dar sequência ao sonho do “Pai dos Jogos”, o Barão de Coubertin. Sob o slogan “Viva como se fosse o único”, a capital inglesa terá a honra de se tornar a cidade que mais acolheu os jogos (três vezes), e escrever mais um capítulo do maior evento esportivo do mundo. Daqui a quatro anos, a história Olímpica será escrita pela primeira vez na língua portuguesa, em uma cidade que é o cartão postal do Brasil: o Rio de Janeiro. Bons jogos e aquele abraço!