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Esportes
JEAS 2017

Alunos campeões no xadrez falam sobre como evoluíram na modalidade

Uma brincadeira que virou coisa séria e resultou em medalha para Jullie e Caetano, campeões do xadrez infantil 24/07/2017 às 19:48
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Foto: Winnetou Almeida
Camila Leonel Manaus (AM)

O xadrez entrou nas vidas de Jullie Emanuelle e Caetano Melo por acaso. Primeiro era um jogo para passar o tempo e logo a brincadeira virou coisa séria para os dois, que se tornaram campeões no masculino e feminino da categoria infantil dos Jogos Escolares do Amazonas (Jeas). 

Tanto Jullie quanto Caetano começaram a jogar xadrez em 2014 e estão disputando o Jeas pela quarta vez. A aluna do IV CMPM Áurea Pinheiro Braga foi campeã do mirim e pela primeira vez conquistou medalha no infantil. As primeiras jogadas dela foram em casa. A tia levou um tabuleiro de xadrez e o pai, Jerffesson Williamys, ensinou o jogo milenar. O talento de Jullie levou ela para o projeto da professora Maysa Gonçalves, no CMPM e os treinos a tornaram uma campeã.

“Eu treino na escola e pela Internet. Baixo aplicativos e jogo”, disse a estudante. Mesmo com muita preparação, ela admite que as partidas foram difíceis, mas um segredo passado pelo pai foi fundamental para ir bem. “Eu joguei com uma menina super forte, que é a Emanuelly Nóbrega (vice-campeã da categoria), mas meu pai me ajudou. Ele me incentiva muito e a minha adversária  é experiente, já viajou para vários cantos e o meu pai disse que era para eu esquecer que ela estava lá e pensar que era o meu irmão que estava jogando comigo”, disse Jullie, que sorri ao dizer.

Com a medalha de ouro, a estudante vai representar o Amazonas na etapa nacional, os Jogos Escolares Brasileiros (JEBs), em Curitiba no mês de setembro. A mãe da estudante, Jumara Trindade, apesar da preocupação de ver a filha viajar para o Sul, comemora a feito dela. “Ela ama fazer isso. É um sonho que ela está realizando e tem condições de ir cada vez mais longe. O coração fica apertado (com a viagem), mas tudo o que estiver no nosso alcance a gente vai fazer”, disse.

Para Caetano, a motivação para aprender xadrez foi diferente. O aluno no La Salle já fazia aulas de xadrez na escola, mas a modalidade virou coisa séria quando surgiu um campeonato fora da escola. “Fizeram um torneio que o vencedor  ganhava 300 reais e eu entrei na escolinha para aprender a jogar. Fui lá jogar e ganhei o torneio”, disse o estudante.

Os treinos de Caetano são às segundas, quartas e sextas e ele acredita que neste ano, teve mais sorte que nas edições anteriores em que participou. “É difícil ser campeão porque xadrez é uma combinação de estratégia e sorte e, nesse ano, tive mais sorte”, explicou.