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Amazonas leva a melhor e derrota o Ceará em torneio de pólo aquático

Equipe “baré” venceu o desafio interestadual sub-18 por 2 a 1, no domingo, na Vila Olímpica 29/10/2012 às 09:02
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Equipe de polo aquático do Amazonas desbanca o Ceará em ‘melhor de três’ no fim de semana
Nathália Silveira Manaus

O Amazonas calou aqueles que duvidaram de sua superioridade dentro da água, neste final de semana, ao vencer o Ceará por 2 a 1 no Desafio Interestadual Polo Aquático Sub-18.

Na primeira partida que ocorreu na última sexta-feira, na Vila Olímpica, os donos da casa deram ‘um banho’ no adversário ao marcar 10 a 8. Já no segundo jogo, realizado na manhã de sábado, os nordestinos venceram por 8 a 6. Entretanto, a sorte foi passageira. No último duelo, sábado à tarde, os amazonenses foram perfeitos no ataque e na defesa e sobraram ao fazer 5 a 3.

“Foi um resultado excelente e os meninos estão de parabéns. Ao todo, agora, o Amazonas contabiliza dois troféus do interfederativo e o Ceará três. Nossa meta será superá-los ano que vem novamente e passar o número de títulos em 2014”, disse o técnico Mike Moraes, que começa a preparar o time adulto para participar da Liga Nacional de Polo Aquático da divisão 1, de 15 a 18 de novembro, em São Paulo. Na ocasião, o Amazonas vai competir com outros sete clubes de várias partes do País.

E uma das apostas do comandante é o atacante Carlos Ivan. Apelidado de Robinho pelos amigos do time devido a semelhança com o jogador do Milan, o garoto atua tanto na equipe junior, quanto na adulta que irá para a terra da garoa. Além disso, é o único atleta a fazer parte de um conjunto nacional, o Botafogo. O menino viaja de mês em mês para treinar e competir pela “Estrela Solitária”.

“Poder fazer esse intercâmbio é muito bom para mim. Sempre que vou para lá trago muitos ensinamentos e divido com o pessoal daqui, como técnicas de pernas e chutes. Mas sei que acima de tudo, tenho muito o que aprender para ser o melhor do time e estou aberto a isso. Gosto de evoluir”, disse Robinho, capitão da junior, ao avisar que só é bom de bola na piscina, porque em campo o vexame é certo.

“Nunca fui bom em campo, confesso que sou perna de pau mesmo (risos)”, comenta o menino, artilheiro do Desafio Sub-18 contra o Ceará ao marcar 11 gols.

Enquanto os amazonenses vibravam com a torcida que compareceu em peso no evento, a parte derrotada não arriscava nenhum sorriso. A decepção era visível. “Realmente estou bastante chateado com o resultado pois saímos de muito longe. Mas, mais do que isso, estou frustrado com os meus meninos, pois sem explicação entraram no jogo totalmente apáticos e deram a impressão de não querer virar o jogo. O puxão de orelha deles, com certeza, está garantido”, afirmou o técnico do Ceará, Jeferson Lima.

Roberto Cabral - técnico da Cbda e Fina

1 O Desafio substituiu o Torneio interfederativo, que reuniria seis seleções. Qual o motivo dessas equipes não participaram?
As outras equipes não vieram com a desculpa que Manaus é muito longe. Mas, não concordo com isso. Assim como o pessoal do Norte e Nordeste vão a competições no Sul e Sudeste, eles também tem que se esforçar para ir a essas pontas do País. Por isso, a CBDA entendeu que não poderia cancelar a competição e fez o Desafio.

2 Tanto no Norte, quanto no Nordeste do País, há um problema para renovar as seleções de base. Qual o motivo e solução?
Nosso esporte, infelizmente, não é muito divulgado. Em todo Brasil temos em média 500 atletas federados. Isso é pouco à frente dos grandes países, como Estados Unidos e Europa, que são donos dos eventos esportivo desse esporte. A solução é: divulgar mais, ter uma gama maior de  eventos e repasse de verbas que são essenciais para o intercâmbio dos nossos atletas.