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Amazonense se prepara para batalha de título inédito do Peru

O lutador Waldeci Alves Silva é a esperança de medalhas no Sul-Americano 31/10/2012 às 10:26
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Waldeci viveu o auge no tapete da luta olímpica em 2005
Paulo Ricardo Oliveira ---

Número um do ranking nacional de luta olímpica estilo livre, o amazonense Waldeci Alves da Silva, 29, vai tentar o título inédito no Sul-Americano de Lima, no Peru, entre 1º e 4 de novembro.

O lugar mais alto do pódio no Peru - sem trocadilhos, é claro - representaria uma espécie de reinício para Waldeci em competições de alto nível: o atleta quer testar seu potencial de disputa visando à Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro. “Daqui até lá (Olimpíada) estarei com 33 anos. Não acho que seja uma idade que pese tanto. Tem atletas que ainda competem em alto nível aos 40. Meu objetivo é ser convocado para o Rio em 2016.”.


Waldeci viveu o auge no tapete da luta olímpica em 2005, quando conquistou as três etapas do Circuito Sul-Americano, competindo no Brasil, Chile e Argentina, sendo absoluto na categoria. Mas uma sucessão de contusões, compromissos com a família - ele é pai de três filhos - e a necessidade de manutenção do lar acabaram interferindo no dia a dia do atleta. Waldeci mudou um pouco o foco dos treinos. O lado pai de família teve que ser maior que o de atleta.  “A responsabilidade é grande. Mas agora estou com foco no treinamento, sem lesões, está tudo certo. Me sinto bem para competir. Nunca me preparei tão bem para uma competição”, afirmou o lutador criado no bairro da Raiz, zona Sul, e que conseguiu se graduar em educação física com apoio da UniNilton Lins, que cedeu uma bolsa integral a ele. Além do salário como professor de faculdade e trabalhos como personal treinner, Waldeci ganha R$ 950 mensais como beneficiário do bolsa-atleta federal por ser um atleta de alto rendimento.

Trabalho de base

A técnica refinada no tapete faz de Waldeci um dos responsáveis diretos pelo surgimento de novos valores na luta olímpica em Manaus em nível escolar. O atleta leva a cabo um trabalho de base que vem surtindo efeito, por exemplo, nos Jogos Escolares do Amazonas (Jea’s). “Hoje temos vários atletas de 12 anos, 14 anos, 16 anos despontando em nível escolar. O amazonas é o primeiro do País nesse nível. As autoridades têm de continuar dando apoio a eles”.