Publicidade
Esportes
Craque

Amazonenses participarão de desafio de Mountain Bike Cross Country na Venezuela

Cerca de 40 ciclistas vão ao país vizinho para uma das provas mais duras da modalidade 19/07/2012 às 08:27
Show 1
Para ir à competição de Mountain Bike Cross Country os amazonense investiram pesado nos treinos
Nathália Silveira Manaus

Resistência, destreza  e coragem serão testados em cima de uma “magrela” com o XIV Reto Internacional, em En La Frontera, domingo (22). A competição que acontece na cidade de Santa Elena do Uairén (Venezuela), é considerada como uma das provas mais duras de Mountain Bike Cross Country da América do Sul e vai fazer 40 atletas amazonenses percorrerem mais de dez horas de viagem para chegar a “serra” para encarar os 65 quilômetros de montanha.

O grupo de Manaus, intitulado “Expedição Tepeken” embarca hoje às 15h,  num ônibus plotado e chega sexta-feira à Venezuela. Com uma trilha repleta de subidas, descidas, estradão, areial, charco, travessias em riachos, lama e com o ar seco, a preparação dos guerreiros tem que ser impecável para não haver brecha para o cansaço.

Para não sentir tanto o impacto na hora do evento, os atletas amazonenses agendaram para sexta-feira um treino de aclimatação. No sábado, o grupo irá fazer uma apreciação  da área e ajustará seus equipamentos.

O coordenador do Jungle Bike e coordenador das Expedição, Juliano Macanoni, conta que para ir a competição investiu pesado nos treinos. Durante três vezes na semana ficava pedalando com a turma por quatro horas, e durante o final de semana mais de oito horas em trilhas afastadas da cidade. Além disso, aproveitou todos os eventos do estado, incluindo o Amazonense de Mountain Bike , para testar  e avaliar seu nível nas disputas.

“Um profissional consegue terminar  o Reto em torno de três hora. Já um principiante demora cerca de cinco horas. Por isso, estar bem preparado é essencial para enfrentar as exaustivas horas de pedal. Assim, além do treino, seguimos uma dieta especial. Não comemomos carne, fritura e refrigerante. Fazemos seis refeições diárias, e cinco dias antes da viagem comemos muito carboidrato  naturais para adquirir resistência, como banana, macarrão, batata e pão”, comentou Juliano, ao dizer que cada atleta carrega uma mochila  de dois quilos na hora da competição.  “Além de alimentos de absorção fácil, carregamos um kit de reparo par a bike, dois a três litros d´água, gel de hidratação, e alguns equipamentos”, disse o cilcista.

Ano passado, Macanoni figurou no 15º lugar da categoria master. Esse ano, a meta do atleta é chegar a 10ª posição. Para tanto, ele se esforçar para não ficar nervoso e ansioso com o que lhe aguarda. “Acho que minha posição foi muito boa. Afinal, só na minha categoria tem mais de 70 atletas, e a maioria de lá. Conseguimos fazer graça na casa dos outros e isso é maravilhoso! Entretanto, confesso que fico bastante ansioso com a competição. Afinal, por mais que a gente tenha ido ano passado, a trilha que vamos percorrer se torna irreconhecível pois a natureza com o tempo consegue modificar tudo. Logo, é impossível não sentir emoção ao se deparar com o desconhecido”, considerou ele.