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Esportes
CONSCIÊNCIA

Amor ao esporte e à natureza: conheça a ação ambiental que usa o 'sup' para limpar rios

No Dia Mundial da Água, conheça o projeto que retira toneladas de lixo do Tarumã, duas vezes por ano, utilizando o sup como instrumento. 22/03/2018 às 06:46 - Atualizado em 22/03/2018 às 12:13
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Atletas e amantes da natureza se reúnem para voluntariamente retirar toneladas de lixo do Tarumã. (Fotos: Luis Guilherme Oliveira)
Jéssica Santos Manaus (AM)

O Stand Up Paddle ou simplesmente “sup” é um esporte de contato direto com a natureza, que consiste em remar, em pé ou sentado, em cima de um tipo de prancha. Mas, para vários remadores, o sup também pode servir para contribuir com o meio-ambiente, unindo o amor ao esporte ao amor pela natureza.  Apaixonado pelas águas do Rio Negro, o jornalista Agnaldo de Oliveira, da PontoComm Marketing, criou o Projeto Grito D’Água, que, com o apoio de voluntários e empresas, une o útil ao agradável, retirando toneladas de lixo do rio, duas vezes ao ano e, ao mesmo tempo, dando visibilidade às companhias parceiras. O próximo Grito d’Água - que vai para a sua sexta edição - acontece na primeira quinzena de junho.

“A PontoComm tem o verde como cor fundamental, um dos seus braços é o marketing ambiental, e o grito d’Água nasceu com esse coração, com esse sentimento forte. Nós ganhamos o apoio do Abaré, com o Diogo Vasconcelos, e fizemos o primeiro evento basicamente com atletas de sup, e esses atletas, grande parte deles, continua com a gente até hoje, e o evento cresceu bastante”, explica Agnaldo.

O Grito d’Água acontece desde 2015, duas vezes ao ano, durante a cheia e a vazante do rio (períodos em que o lixo mais acumula nas margens e poluem marinas e flutuantes), e, na sua última edição, em novembro do ano passado, reuniu mais de 50 voluntários, que recolheram mais de 20 toneladas de lixo num único dia. Na cheia, é recolhido o lixo da chamada mata de igapó e da copa das árvores, que ficam encobertas pela água, e na vazante, é retirado o lixo de ilhotas e faixas de areia, na região do Igarapé do Tarumã.

Ao falar da motivação para ter dado vida ao projeto, Agnaldo lembra que uniu seu conhecimento em marketing à sua vontade de preservar as riquezas da sua terra. “Eu sou um amazônida, sou manauara, então, eu quero preservar tudo aquilo que Deus nos deixou para os meus filhos. Tenho um menino de seis anos, que é o mascote do grito d´Água, o Pedro Luís;  tem o meu filho, Luís Guilherme, de 18, que é o fotógrafo, que também participa de todas as ações fazendo as fotos do evento”.

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