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Áreas alagadas viram trilhas para jipeiro no Amazonas

O fotógrafo Gilberto Graciliano fez manobras com seu jipe em ponte atingida pela enchente, na Zona Oeste de Manaus (AM) 23/05/2012 às 20:09
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Gilberto Graciliano mergulhou com seu jipe em ponte atingida pela enchente, na Zona Oeste
Lorenna Serrão Manaus

Um grupo de amigos em busca de aventura. É assim que os jipeiros dos “Lameiros de Manaus” se definem. A vontade de sentir a adrenalina na pele é tão grande que nem mesmo a cheia recorde do Amazonas foi capaz de intimidar um desses motoristas audaciosos, que nesta quarta-feira (23), resolveu desafiar a natureza e passou com seu jipe por uma ponte totalmente tomada pela enchente, no Tarumã, Zona Oeste de Manaus.

“Este era o caminho para as nossas trilhas, mas com a cheia se transformou em um ótimo lugar para realizarmos manobras e testarmos os nossos carros, por isso hoje eu decidi encarar mais esta aventura”, disse Gilberto Graciliano.

Antes de mergulhar com o seu jipe, uma Toyota azul totalmente adaptada, o jipeiro fez o reconhecimento do local para evitar qualquer tipo de problema durante a sua passagem. Em seguida, subiu no carro e sem nenhuma dificuldade completou tranquilamente o “percurso”.

Depois de  mais esta aventura, Gilberto Graciliano que também é fotógrafo, saiu das águas sob aplausos dos companheiros e disse que apesar de já estar acostumado com este tipo de manobra não deixou de sentir um friozinho na barriga.

“Eu sabia que não teria dificuldades, mesmo assim confesso que a adrenalina foi a mil, afinal sentimos uma sensação diferente a cada nova “brincadeira”, afirmou Graciliano. Ele disse ainda que este tipo de aventura só deve ser praticado por profissionais.

"É importante ressaltar que o meu carro foi preparado e que mesmo com toda a minha experiência em trilhas radicais ainda contei com o auxilio de uma pessoa que ficou me dando instruções durante o mergulho, isto é uma brincadeira, mas só deve ser praticada por quem realmente sabe o que está fazendo”, concluiu.

O Grupo “Lameiros de Manaus”, que existe há dois anos, desenvolve um trabalho social com as crianças das comunidades vizinhas da capital do Amazonas. A turma também se coloca à disposição da Defesa Civil para levar roupas e mantimentos até as áreas mais afetadas pela enchente do rio Negro, em Manaus.