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Arena da Amazônia, em Manaus, recebe aditivo de R$ 50 milhões

A obra do estádio que receberá os jogos da Copa de 2014, em Manaus, teve um sobrepreço detectado recentemente pelo Tribunal de Contas da União (TCU) 06/08/2012 às 20:44
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Vista aérea da Arena da Amazônia, em Manaus
Paulo Ricardo Oliveira Manaus

Orçada no projeto básico em R$ 499,5 milhões, a Arena da Amazônia, em Manaus, que vai receber quatro jogos da fase de grupos da Copa do Mundo de 2014, ganhou um aditivo de R$ 50 milhões sob justificativa de execução de obras civis, cobertura metálica, estrutura elétrica, hidráulica, segurança, ar-condicionado e broadcasting.

Com o incremento, a edificação que será o palco dos jogos do mundial da Região Norte do País passará do valor inicial para R$ 550 milhões. O termo aditivo foi autorizado no dia 16 de julho e publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) do dia 3 de agosto, com a assinatura da titular da secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra), Waldívia Ferreira Alencar. A reportagem do CRAQUE tentou contato com a secretária, mas ela não atendeu às chamadas efetuadas para o seu celular.

O executivo da Unidade Gestora do Projeto Copa do Mundo (UGP), Miguel Biango, esclareceu que o aditivo estava previsto para a conclusão da Arena da Amazônia, uma vez que o valor global do projeto executivo - construção detalhada - chegaria a R$ 638 milhões, de acordo com os cálculos da vencedora da licitação Andrade Gutierrez. Porém, o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou sobrepreço de R$ 86 milhões na proposta da construtora, que diminuídos dos R$ 638 milhões, chega a R$ 552 milhões, valor bem próximo aos R$ 550 milhões incluído o aditivo liberado recentemente.

O TCU chegou à conclusão do sobrepreço após comparação de valores de mercado levado a cabo pelas Arenas das outras sub-sedes da Copa do Mundo. O governo do Estado fez pressão, segundo Biango, sobre a Andrade Gutierrez, que se adequou à imposição da justiça. “Esse aditivo de R$ 50 milhões foi justamente o valor aceito pelo TCU, que apontara sobrepreço naquele primeiro momento. Então não há acréscimo de valores na obra, uma vez que já havia essa margem no projeto executivo”, explicou Biango.

Conforme ainda o executivo da UGP, o valor global pode baixar mais cerca de R$ 15 milhões, porque o Ministério dos Esportes está prestes a liberar a desoneração tributária para as obras do Mundial, a chamada Recopa, Essa diminuição no preço é referente à Bonificação de Despesas Indiretas (BDI), benefício concedido pelo governo federal a todas as Arenas da Copa. “Isso pode ser atendido se o Ministério dos Esportes enquadrar a Arena da Amazônia na Recopa. Vai baixar o preço”

Obras no prazo

Dia 28 de agosto está prevista a vinda do secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke (aquele que disse que merecíamos um pontapé no traseiro), ao Brasil, incluindo passagem por Manaus. Valcke, que sempre criticou o Brasil pelo atraso nas obras, vem justamente como observador do andamento do projeto Copa do Mundo.

Miguel Biango disse que o secretário da Fifa vai encontrar a Arena da Amazônia com 45% das obras concluídas. A projeção da UGP é que até dezembro a edificação esteja 65% acabada. “Quando nós terminarmos a montagem da estrutura metálica de cobertura a obra acelera naturalmente, dentro dos padrões da Fifa estabelecidos para o cumprimento dos prazos”.

Segundo Biango, as fundações da Arena já estão concluídas na sua totalidade. Biango assegurou que a Andrade Gutierrez tem avançado bastante no no fechamento do anel das arquibancadas inferiores. “Os pré-moldados da arquibancada das áreas oeste e leste já estão finalizados”, reforça.   

Biango destaca ainda o início da construção da estrutura das lajes dos camarotes do estádio, assim como está em processo de finalização o fechamento do muro do pódio pela zona sul, indo ao encontro do muro leste