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As vésperas do início da Série D, Penarol segue sem patrocínio e sem técnico

O Leão da Velha Serpa jogaria contra o Atlético (AC) no dia 27, no inacabado Floro Mendonça. Mas brigas judiciais de clubes como Treze (PB) e Brasil (RS) por vagas na Série C fizeram o STJD suspender a Série D por tempo indeterminado 30/05/2012 às 10:11
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Ronaldo Sperry continua como técnico interino
Paulo Ricardo Oliveira Manaus

Representante do Amazonas na Série D deste ano, o Penarol de Itacoatiara (a 170 quilômetros de Manaus) tem jogado no campo da indefinição. Sem um técnico propriamente dito, ainda em busca de patrocinador e com quase nada de dinheiro em caixa para contratações, o Leão da Velha Serpa dana a rugir por ajuda financeira para todos os lados. Para comando técnico, a diretoria achou uma solução caseira e resolveu acumular à função de preparador físico Ronaldo Sperry e o posto treinador titular.

 “Nós vamos disputar a Série D sim. Não tenha dúvida. Mas somente vamos poder contratar treinador e reforços de peso para o clube se tiver dinheiro. Estamos buscando patrocinador e aguardando também o que o Governo do Estado prometeu aos clubes locais”, argumentou o vice-presidente e diretor de futebol, Ila Rabelo.

O Penarol jogaria contra o Atlético (AC) no dia 27, no inacabado Floro Mendonça. Mas brigas judiciais de clubes como Treze (PB) e Brasil (RS) por vagas na Série C fizeram o STJD suspender a Série D por tempo indeterminado. A CBF ficou de emplacar uma liminar determinando o início do certame, mas nada foi feito.

Esse impasse tem sido usado pela diretoria do Penarol para justificar a falta de planejamento para a competição nacional. O clube sabia que iria disputar a Série D desde o ano passado e jogou pela última vez no Estadual no dia 25 de abril - pela nona rodada do segundo turno vencendo o Holanda por 1 a 0. Portanto, já são mais de 30 dias parado, tempo suficiente para articular ajuda financeira, fazer contratações, procurar um treinador. “Realmente houve falha de planejamento, sim, mas não se arruma um patrocinador bom para o clube do dia para a noite. Esse processo é demorado, pois o empresariado não acredita no futebol local. Nos resta aguardar o que o governo prometeu aos clubes. Não é fácil gerir um clube profissional sem fontes de recurso certa”, <br/>afirma Ila.

Em 2011, para a mesma Série D, o Penarol recebeu R$ 1 milhão, metade do Bradesco e a outra metade da Coca-Cola.  Mas caiu na segunda fase da competição para o Independente (PA). 

Ila Rabelo - Vice-presidente de diretor de futebol do penarol

1 Há um departamento de marketing ou equivalente no Penarol que busca patrocínios para o clube?
Temos sim. Há uma comissão que trabalha essa questão.  Inclusive o próprio presidente da clube, Daniel Macedo, está à frente desse movimento em busca de patrocinadores. Hoje (ontem) ele está em Manaus tratando disso. Mas não é fácil. Isso é um processo demorado, desgastante, é todo um processo de convencimento. Não se arruma patrocínio do dia para a noite. Funciona assim. É o jeito.  

2  Por que sempre esperar pela ajuda do Governo do Estado. Isso não cansa?
Infelizmente essa é a realidade do futebol amazonense: sem a ajuda do governo a coisa não funciona. Os clubes têm dificuldade em arrumar ajuda na iniciativa privada. Os empresários dificultam, não acreditam. Duvido que haja um clube profissional  em Manaus independente, com fonte própria.