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Esportes
PERSPECTIVAS

Atletas de destaque do Amazonas começam a temporada de 2018 sonhando alto

Nomes importantes do esporte amazonense, Bryan, Brendow e Elysa relembram suas principais conquistas do ano passado, já projetando uma temporada incrível em 2018 14/01/2018 às 11:30 - Atualizado em 14/01/2018 às 14:42
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Bryan, Brendow e Elysa tiveram um ano de 2017 sensacional, e já começam a preparação para repetir a dose em 2018. (Fotos: Antônio Lima/ Tácio /Sejel/Divulgação)
Jéssica Santos Manaus (AM)

Eles praticam esportes diferentes, mas têm em comum o talento extraordinário. Em 2017, os atletas amazonenses, Brendow Cristian, do lançamento de dardo, Bryan Lucas, da luta olímpica, e Elysa Maia, da natação, viveram o melhor ano de suas vidas esportivas até então e, em 2018, reiniciam os treinos intensos para buscar ainda mais.

O paratleta Brendow Cristian, 22, bateu três vezes o recorde das Américas, no lançamento de dardo, em 2017. “Foram alguns dos maiores feitos que pude realizar, e foi um ano proveitoso em competições e na evolução de treinamento também”, relembra. Isso porque o atleta ainda passou por uma lesão na coluna, mas se recuperou. “Apesar disso, foi um ano muito bom, me tornei tricampeão brasileiro adulto, campeão paulista, campeão do Open Internacional, campeão na Argentina, e ainda recebi alguns convites para treinar e competir fora do Brasil”, destaca.

Após um ano de conquistas, Brendow terá o ano de 2018 para se aperfeiçoar. “Vai ser importante pra corrigirmos o que precisamos melhorar. Os principais anos estão por vir: em 2019 tem o Pan-americano, em Lima, e 2020, os Jogos de Tóquio. Mas será um ano para atingir as marcas para os Jogos Pan-americanos e, além disso, terei o Brasileiro, o Pan universitário, além de competições internacionais também”, destaca Brendow, que está confiante. “Sou primeiro do ranking e, se eu continuar nessa pegada, vou representar o Brasil nos Jogos Pan-americanos”, afirma.

Brendow é atleta do Sesi-SP, passou cinco semanas em Manaus, mas vai retornar aos treinos na semana que vem. “Matei um pouco a saudade da família, e agora que vou voltar para São Paulo, bate a tristeza, mas lá tenho tudo que preciso para evoluir no esporte”, explica. No Sesi, seus treinos são intensos. “Continuei treinando nas férias porque vou passar por testes assim que voltar, e a cobrança é grande. Lá treino de manhã e de tarde, são seis horas por dia e a dedicação precisa ser intensa”, afirma Brendow, que também faz faculdade de Educação física à noite.

Bryan Lucas, 16, também teve um ano de 2017 excepcional na luta olímpica. Ele foi campeão brasileiro cadete, 5º no Pan-americano, 2º no Sul-americano, e conquistou o primeiro ouro do estilo livre brasileiro nos Jogos Sul-americanos. “Espero que 2018 seja melhor ainda. Meu maior objetivo serão as Olimpíadas da Juventude, mas para chegar lá terei que passar pelo campeonato amazonense, Brasileiro de cadetes e chegar ao menos à final do Pan-americano”, enumera Bryan.

O atleta faz parte de uma geração de sucesso na luta olímpica amazonense, e fala o que têm contribuído para a carreira dos lutadores. “Começamos a crescer depois que eu e mais três atletas fomos fazer um training camp de um mês, no Rio de janeiro. Lá treinamos com um búlgaro, e conseguimos absorver muita coisa nova, começamos a nos adaptar, e a conquistar mais medalhas internacionais. Quando retornamos, as outras categorias começaram a crescer junto com a gente”, relata.

Bryan conta que ele e seu grupo não tiveram férias. “Só diminuímos os treinos, mas já aumentamos novamente porque vai ter o campeonato amazonense em fevereiro”, explica o lutador, que treina duas vezes por dia e, também, aos sábados.

Elysa Maia, 16, fez bonito nas piscinas, conquistou feitos inéditos para ela, no ano passado, e pretende repetir a história em 2018. “Tive meu melhor ano na natação, conquistei vitórias em competições que eu nunca tinha conseguido”, conta. A primeira das competições foi a Copa Pan-pacífico, na Bolívia, de onde Elysa trouxe cinco medalhas, duas de prata e três de bronze.

“Foi a primeira vez que voltei com medalhas, das três vezes que participei”, disse ela, que também foi duas vezes recordista Norte-nordeste, bronze no Brasileiro, e ainda trouxe prata e bronze dos Jogos Escolares da Juventude, em 2017. “Também nunca tinha trazido medalha dos Jogos Escolares e ainda fui a terceira melhor do Brasil nos 200m costas, então foi um ano excelente”, conta Elysa.

Em 2018, ela vai ter pela frente as mesmas competições, mas seu foco será fazer o índice para participar do principal campeonato absoluto de natação do Brasil, o Troféu Maria Lenk, em abril. “Vão os melhores dos melhores, então vou retornar aos treinos com uma programação intensa, natação e preparação física, para a gente perder o que ganhou no fim de ano (risos)”, conta ela, que também vai conciliar os treinos com a escola em tempo integral. “Vai ser difícil, mas vou me esforçar e conseguir”, completou.

Vítor Façanha, técnico de Elysa Maia, dá dicas para os atletas terem um bom retorno aos treinos

Vítor acredita que, independente da modalidade, é importante reiniciar o ano em perfeito estado de saúde. “O atleta precisa se reapresentar, clinicamente, em ótimas condições. Eu, especificamente, vou visar bastante a preparação física dos atletas, nas primeiras sete semanas, em que incluo trabalho funcional, de força e também jogos recreativos, para só depois focarmos nos treinos dentro d’água, então é importante que o atleta esteja bem para evitar problemas posteriores”, enfatiza.

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