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Atlético Rio Negro Clube completa 99 anos de existência e projeta título para o centenário

Thales Verçosa, Waldir Landim, Francisco Garcia e Antônio Silva são nomes cogitados para dirgir o Rio Negro futuramente. Time quer construção do CT no Tarumã 14/11/2012 às 10:23
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Clóvis, o Aranha Negra, com a esposa na festa do Galo
Paulo Ricardo Manaus (AM)

Atlético Rio Negro Clube abriu o seu tradicional Salão dos Espelhos ontem à noite para a comemoração de 99 anos diante de convidados tão ilustres quanto desapontados com os rumos do futebol. Um dos primeiros a chegar foi o eterno ídolo dos Barriga-Preta, o goleiro Clóvis Aranha Negra, hoje com 69 anos e a maior referência da história rio-negrina nas quatro linhas. Clóvis defendeu o Rio Negro entre 1963 e 1973, tendo como uma das principais conquistas o campeonato estadual de 1965.

“Temos de resgatar a importância que o Rio Negro tem para o futebol amazonense. Eu tenho orgulho de ser parte de uma história diferente da fase triste que o Rio Negro no cenário local e nacional”, afirmou o goleiro, que estava ao lado da companheira, Hanne.

E a cerimônia aconteceu exatamente como no ano de fundação do Rio Negro, em 1913. Houve a leitura da ata original de fundação do clube, um brinde com vinho do Porto - a denominação do cerimonial foi Porto de Honra - e a tradicional entrega de placas aos homenageados especiais da noite, entre os quais Alberto Menezes, 88, ex-diretor do clube, que contribuiu com R$ 20 mil para a reforma dos banheiros do Salão dos Espelhos.

“Ele (Menezes) sempre foi um exemplo de amor ao Rio Negro, desde pequeno”, festejou a diretora cultural e social, Hebe Pereira, esposa do atual presidente do clube, Eymar Gondim, que fez questão de receber pessoalmente os convidados na porta de entrada.

“Nós fizemos questão de convidar rio-negrinos ilustres que ajudaram a construir a história do clube. Sentimos-nos muito honrados com a presença de todos”.

No cardápio elaborado pelo chefe de cozinha do clube, Dom Fernando, pratos regionais, internacionais e sobremesas diversas, mas houve assuntos indigestos, como a dívida acumulado clube, que hoje passaria de R$ 2 milhões, o papel de coadjuvante do Rio Negro no futebol amazonense desde de 2001, a última conquista estadual, além da desastrosa gestão do departamento de futebol no Amazonense deste ano, que atrasou os salários de jogadores e comissão técnica em quatro meses.

Ainda assim, a equipe chegou quase às semifinais do segundo turno do certame. “É esse espírito dentro de campo que queremos manter entre os jogadores. O Rio Negro precisa resgatar sua credibilidade no futebol. E vamos começar pela conquista do título estadual no ano do centenário, em 2013”, projeta o atual comandante de futebol, Waldir Landim, que assumiu recentemente o departamento. “Nosso plano é apresentar o grupo no dia 4 de janeiro”.