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Brasil enfrenta a Suécia e vai tentar finalmente 'mostrar sua cara' para o mundo, no estádio Rasunda, nesta quarta (15)

A Seleção brasileira retorna ao gramado do Rasunda, nesta quarta-feira (15), às 14h45 (Manaus) para tentar tirar uma nova via de seu “RG”. No último jogo do mítico estádio de Estocolmo, o Brasil enfrenta a Suécia tentando finalmente “mostrar sua cara” para o mundo 15/08/2012 às 09:50
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Seleção Brasileira deixou Londres sem levar o ouro olímpico, que ficou com o México
Adan Gartantizado Manaus (AM)

Em 1958, a Nasa acabava de ser fundada, o mundo conhecia seu primeiro jogo eletrônico (o tennis for two) e os “reis” do pop, Michael Jackson e Madonna nasciam. E em meio a todos estes acontecimentos, a Seleção Brasileira de futebol entrava no estádio Rasunda, na Suécia, no dia 29 de junho daquele ano, para finalmente “se apresentar” ao mundo e exorcizar de vez o fantasma do “Maracanazo” (a perda da Copa do Mundo de 1950 em pleno Maracanã lotado).

Vestindo azul pela primeira vez na história, Didi, Garrincha, Vavá, Zito, Mazzola, Djalma Santos, Bellini, Nilton Santos, Gilmar, Zagallo e Pelé deram uma “aula” de futebol aos suecos, venceram o jogo por 5 a 2,  conquistando a primeira Copa do Mundo para o Brasil. A Seleção, criava ali, a identidade do futebol brasileiro que perdurou durante muitos anos no mundo. No “RG” verde amarelo, constavam a “filiação” ao jogo bonito, toque de bola refinado e a “naturalidade” em ser ofensivo e eficiente ao mesmo tempo. Mas os anos passados e a identidade brasileira foram se transformando.

Chegamos a 2012. Uma Seleção emocionalmente fragilizado, que sofreu uma derrota recente e que ainda gera inúmeras dúvidas na cabeça do torcedor, retorna ao gramado do Rasunda, nesta quarta-feira (15), às 14h45 (Manaus) para tentar tirar uma nova via de seu “RG”. No último jogo do mítico estádio de Estocolmo, o Brasil enfrenta a Suécia tentando finalmente “mostrar sua cara” para o mundo. Em dois anos sob o comando de Mano Menezes, o Brasil vive em uma “gangorra” constante.

O desempenho abaixo do esperado contra grandes seleções, a eliminação na Copa América, alguns jogos “sonolentos” contra seleções de 2º e 3º escalão e a recente prata olímpica deixaram a “corda” no pescoço de Mano bem apertada. Faltando dois anos para o Mundial de futebol, a equipe ainda não impõe medo a ninguém, apesar de possuir um material humano promissor. Hoje, a base será formada por atletas que disputaram as Olimpíadas de Londres. Os “reforços” de Dani Alves, Dedé, David Luiz, Paulinho, Ramires e Jonas estarão à disposição.

Mano está irritado

 O técnico Mano Menezes confessou que a derrota para o México na decisão olímpica abalou a equipe brasileira. Pressionado, o treinador intimou o time a dar “uma resposta rápida” aos críticos no jogo de hoje. Em coletiva ontem, Mano também se mostrou irritado com perguntas sobre o seu futuro no comando da Seleção. “Perdemos uma final, o que não quer dizer que o trabalho esteja na direção errada. Não tem como apagar essa questão de forma geral num espaço de tempo curto. Mas temos de mostrar capacidade de reação nesse nível. Perdemos uma decisão, mas ganhamos uma medalha de prata. Todas as trajetórias sofrem ajustes”, declarou o ressabiado Mano.

Na Suécia, a principal dúvida é quanto à escalação do centroavante Slatan Ibrahimovic. O astro do time está com o pé direito contundido e não sabe se vai para o jogo. Apesar do momento, Ibra pregou respeito ao time brasileiro. “É emocionante jogar contra uma equipe como o Brasil, uma boa experiência para nós antes das eliminatórias para a Copa do Mundo. Thiago Silva é o melhor zagueiro do mundo”, disse o jogador sueco.

Revivendo o passado glorioso

Jogadores suecos e brasileiros, que fizeram a final histórica da Copa do Mundo de 1958, posam para foto, em reencontro ontem, no gramado do Rasunda.