Publicidade
Esportes
Craque

Bronze no Mundial em 2015, judoca amazonense Rita de Cássia quer começar 2016 do zero

O início do ciclo olímpico rumo a Tóquio, em 2020, coincide com os primeiros passos da vida universitária de Rita, que pretende ingressar no curso de Educação Física 16/01/2016 às 16:02
Show 1
O ano que se inicia traz tudo de novo para a vida dessa promessa do judô brasileiro
Felipe de Paula Manaus

Dona da histórica primeira medalha amazonense em mundiais de judô, em 2015, a judoca Rita de Cássia diz que já “esqueceu” o bronze em Abu Dhabi e quer começar 2016 do zero. De fato, o ano que se inicia traz tudo de novo para a vida dessa promessa do judô brasileiro.

Vencedora da seletiva da seleção brasileira para a temporada que se encerrou, ela agora sobe para a categoria sênior (adulta) e atinge a maioridade no esporte, mas terá uma briga ainda mais acirrada pela vaga na equipe nacional.

Pra completar, o início do ciclo olímpico rumo a Tóquio, em 2020, coincide com os primeiros passos da vida universitária de Rita, que não esconde a empolgação para ingressar no curso de Educação Física.

“Estou muito empolgado pela faculdade, mas também para participar dos JUBs (Jogos Universitários Brasileiros) e do Mundial Universitário e colocar essas medalhas no meu currículo”, diz ela, que responde a reportagem pelo Whatsapp entre cuidados com a prima Maria Luíza, de apenas um mês de vida.

 “Nas minhas férias eu estou sendo babá”, brinca ela, que enquanto não se volta ao calendário de treinamentos e competições desta temporada, aproveita a folga nas viagens para curtir a família e o namorado Jean Carlos.

“Estou curtindo muito minha família, meus pais, minha mãe, meu namorado. Esse ano foi um ano muito complicado”, diz Rita, que em 2015 chorou de alegria e de tristeza, mas fez dele o ano mais importante de sua história como atleta até agora.

Não é para menos. Um mês depois de conquistar a seletiva olímpica, perdeu, junto com outros atletas de nível nacional e internacional do judô amazonense, o benefício do Bolsa Atleta Municipal – criado por lei para incentivar atletas com potencial olímpico. Irresignada, ela treinou ainda mais pesado, conseguiu o patrocínio de uma empresa particular e deu a volta por cima ao subir pódio do Mundial da modalidade em Abu Dhabi, fato inédito para o judô amazonense.

“Às vezes eu saia do treino chorando, mas sabia que tinha um objetivo maior”, diz ela, que agora mira desafios maiores em 2016. “Depois que eu cheguei do Mundial, já esqueci, por que sabia que viriam outros objetivos. Eu queria muito o Mundial, e já consegui. Agora quero muito conseguir pontos pra ir pras Olimpíadas de 2020, então tenho que me dedicar como me dediquei pro Mundial, então nesse momento eu esqueci o Mundial e estou focando nas Olimpíadas, no ciclo olímpico e numa vaga na seleção”.