Publicidade
Esportes
Craque

Calote e possível paralisação ameaçam a Copa em Natal

Consórcio responsável por fazer as estruturas temporárias exigidas pela FIFA na Arena das Dunas, trabalha há mais de dois meses sem receber 02/06/2014 às 19:35
Show 1
Arena das Dunas sob ameaça de paralisação nas obras de estrutura temporárias.
ACRÍTICA.COM* Manaus (AM)

Faltando apenas dez dias para o ponta pé inicial da Copa do Mundo no estádio Arena das Dunas, em Natal, o consórcio responsável pelas estruturas temporárias promete paralisar as atividades caso não receba parte do pagamento prometido pelo governo potiguar. A empresa foi contratada através de licitação para a construção da obra, que faz parte das exigências para o Mundial.

O valor inicial da obra estava orçado em R$ 22,5 milhões, mas com os ajustes já chega aos R$ 26 milhões. A primeira parcela do pagamento, que é de 20% do valor, estava prevista para o dia 30 de abril, e a segunda, de 30%, foi prevista em contrato para ser quitada no dia 30 de maio. Porém, nenhum centavo foi pago até hoje.

O estádio foi inaugurado no dia 26 de janeiro deste ano e receberá quatro jogos da Copa. Sendo que o primeiro deles é o confronto entre México e Camarões, pelo grupo do Brasil, no dia 13 de junho. De acordo com o governo do Rio Grande do Norte, foi feito um acordo para o pagamento ser feito no começo desta semana, o que não aconteceu até o momento. 

A empresa é responsável por gerenciar todo o processo de locação, instalação, montagem, manutenção, conservação e desmontagem das estruturas complementares da Arena das Dunas, com planejamento, coordenação, monitoramento e fornecimento de infraestrutura e apoio logístico para realização do evento da Copa. Toda parte de tecnologia também é de sua responsabilidade, como a de segurança.


Mais problemas

Há ainda um outro problema a ser resolvido até o jogo de abertura da Arena, na cidade de Natal: a contratação de geradores exigidos pela entidade máxima do futebol. Houve uma tentativa de licitação, mas ela fracassou e a saída terá de ser por modo emergencial, o que ainda não aconteceu.

Sem os geradores, os testes com ar condicionado, internet e tecnologia não foram bem realizados, o que comprometeria especialmente o trabalho da imprensa durante as partidas do Mundial. De acordo com o governo potiguar, a licitação dos geradores fracassou por causa dos preços acima das expectativas, mas que o Estado iria resolver.